Tráfego postal para o país "continua ativo", refere presidente dos CTT
O presidente executivo dos CTT afirmou hoje à Lusa que o tráfego postal para a Ucrânia "continua ativo" e que as cartas e encomendas são enviados para os países vizinhos e depois os correios ucranianos vão recolher.
"O tráfego postal para a Ucrânia continua ativo", afirmou João Bento, salientando que na rede postal internacional, "com uma frequência quase diária, vão-se trocando os sítios para onde o correio internacional é enviado".
Ou seja, as cartas e encomendas não são enviados "diretamente para a Ucrânia, é enviado para os países vizinhos e depois os correios da Ucrânia vão recolher", explicou o presidente dos CTT.
João Bento disse ainda esperar que a guerra "acabe rapidamente".
Os CTT contam atualmente com cinco colaboradores de nacionalidade ucraniana.
Um deles, que trabalha nos Correios de Portugal, lançou o repto no início do conflito à empresa para uma campanha de recolha de bens essenciais, que os CTT acolheram, contou.
Trata-se de uma campanha de recolha de cinco categorias de produtos, nos quais se incluem agasalhos, medicamentos e alimentos não perecíveis.
A recolha foi feita "nas nossas lojas, depois de devidamente rotulada foi para um centro de tratamento" dos CTT.
"Numa campanha de voluntariado interna tivemos pessoas a catalogar e a separar e segmentar esses donativos", que agora os CTT estão a fazer chegar "a vários destinos", disse.
"Com a embaixada da Ucrânia em Lisboa procurámos perceber quais seriam os destinos indicados para cada uma dessas categorias e estamos a fazer chegar", são "cerca de 40 toneladas de bens e oito transportes", acrescentou João Bento.
A esta iniciativa associaram-se um conjunto de parceiros, "incluindo quatro empresas de transporte que estão também a prestar apoio gratuitamente e operacionalizar o transporte e a Galp", acrescentou.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 726 mortos e mais de 1.170 feridos, incluindo algumas dezenas de crianças, e provocou a fuga de cerca de 4,8 milhões de pessoas, entre as quais três milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.