Transportadora japonesa JAL realiza voo de teste com Boeing 787 Dreamliner

Tóquio, 02 mai (Lusa) -- A transportadora Japan Airlines (JAL) realizou hoje o seu primeiro voo de teste com o modelo Boeing 787 Dreamliner, três meses depois de problemas nas baterias terem obrigado a frota mundial dos 787 a ficar em terra.

Lusa /

O avião partiu do aeroporto de Haneda, em Tóquio, tendo sobrevoado o nordeste do Japão, durante um voo de teste com uma duração de aproximadamente duas horas.

Durante o voo não foi detetado qualquer tipo de anomalia nas novas baterias fornecidas pelo fabricante norte-americano, indicou a agência nipónica Kyodo.

A transportadora aérea japonesa pretende realizar um segundo voo de teste, ainda hoje, desta feita, a partir do aeroporto de Narita, situado nos arredores da capital.

Além disso, a JAL tem efetuado uma monitorização contínua do estado e voltagem das baterias, observando uma das medidas adicionais de segurança solicitadas pelo Governo japonês para o reinício das operações comerciais com o Boeing 787 Dreamliner.

O teste ocorre depois de, no domingo, a japonesa All Nippon Airways (ANA), que conta com a maior frota de Boeing 787 do mundo -- num total de 17 --, ter realizado, também sem incidentes, o seu primeiro voo de teste.

As duas companhias aéreas planeiam retomar as operações comerciais com passageiros a partir do próximo mês junho, depois de terem sido obrigadas a cancelar milhares de ligações domésticas e internacionais desde o início do ano por causa dos problemas detetados nas baterias.

De meados de janeiro até 31 de maio, a ANA e a JAL declararam ter registado perdas, respetivamente, de 7.000 milhões e 1.700 milhões de ienes (de 54,7 e 13,3 milhões de euros) devido à suspensão das operações dos aviões 787.

O reinício das operações de voo dos aviões Boeing 787 Dreamliner foi aprovado, na semana passada, pelo Ministério dos Transportes do Japão, depois de a Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos ter autorizado os 787 a voarem novamente, dando `luz verde` às alterações nas baterias apresentadas pelo fabricante norte-americano.

O problema com os modelos 787 remonta ao início de janeiro, quando foram detetadas várias falhas por sobreaquecimento nas baterias das aeronaves, o que provocou o fim das operações dos quase 50 novos aparelhos da Boeing existentes em todo o mundo.

A Ethiopian Airlines foi a primeira a `testar`, no passado sábado, os 787, estabelecendo uma ligação entre Addis Abeba e Nairobi.

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