Economia
Guerra no Médio Oriente
Trump ameaça "tratar" dos Houthis. Petroleiros fazem marcha atrás no Mar Vermelho e combustíveis sobem
A ameaça dos rebeldes Houthis do Iémen está a ter consequências: dois petroleiros fizeram inversão de marcha no Mar Vermelho depois carregarem petróleo saudita.
A ameaça da noite de ontem dos rebeldes Houthis do Iémen já está a ter consequências: dois petroleiros fizeram inversão de marcha no Mar Vermelho depois de se terem abastecido com petróleo saudita. O presidente norte-americano ficou desagradado com esta entrada em jogo dos Houthis e já ameaçou “tratar” da questão se o bloqueio se mantiver.
O presidente dos Estados Unidos ameaça responder às ações do Houthis no caso de o grupo insistir em levar por diante o bloqueio marítimo do Estreito de Bab el-Mandeb, entre as costas de África e do Iémen.
Num momento em que eram ainda frescas as notícias do volta-atrás de dois petroleiros carregados com crude saudita, Trump fazia uma declaração a partir da Casa Branca, ameaçando tomar medidas para resolver a questão que se junta agora ao problema de Hormuz: “Até agora, isso não aconteceu. Pode acontecer, mas vamos lidar com a situação. Se algo assim acontecer, vamos lidar com isso. Já o fizemos com os Houthis antes e não temos notícias deles há algum tempo”.
A Reuters noticiava ao mesmo tempo que dois petroleiros com crude saudita destinado à China e à Índia davam a volta em pleno Mar Vermelho e estavam a caminho do Canal do Suez, o que aumenta substancialmente a rota e os custos da viagem.
Trata-se desde já de um primeiro sinal de que as ameaças do Houthis aliados do Irão, que vinha pedindo aos rebeldes precisamente o fecho desta via, estão já a provocar novos transtornos no transporte internacional de petróleo.
Além do aumento substancial das distâncias percorridas pelos petroleiros, que em vez de descerem o Mar Vermelho e acederem ao Oceano Índico após passar o Estreito de Bab el-Mandeb, o Golfo de Aspen e o Mar Arábico, são assim obrigados a voltar atrás para o Canal do Suez e contornar toda a costa africana num trajeto sem fim.
Em causa estão também os custos com os seguros que cobrem os navios que contemplam agora riscos de guerra. “Aconselha-se que os navios que vão para os portos da Arábia Saudita reconsiderem atravessar o Mar Vermelho e ponderem implementar medidas de mitigação reforçadas”, fazia saber a Ambrey, seguradora marítima britânica.
Estimou a Ambrey que esses navios se encontravam em “alto risco”.
Os Houthis vinham já lançando ataques contra navios no Mar Vermelho desde o início da guerra em Gaza, uma ação que justificavam com a solidariedade para com os palestinianos contra o inimigo sionista. Esta segunda-feira, os rebeldes avisaram as transportadoras marítimas internacionais para deixarem de utilizar os portos da Arábia Saudita.
Os Houthis falam em guerra de “ollho por olho, dente por dente”, contra “um cerco injusto e opressor” imposto ao Iémen pela Arábia Saudita e comunicaram ontem que “os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita”.
Os dois petroleiros em questão – o Xin Long Yang e o Rodos – estariam a realizar a rota atualmente alternativa ao bloqueio do Estreito de Hormuz, usando o porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho. Tem sido essa via a mais escolhida para escoar diariamente milhões de barris do Médio Oriente.
O Xin Long Yang havia realizado um carregamento de dois milhões de barris de crude saudita em Yanbu na segunda-feira e estava a caminho da China a “descer” o Mar Vermelho, dando depois meia-volta, segundo dados oficiais. A mesma decisão foi tomada pelo Rodos, petroleiro que carregou 700 mil barris e se dirigia à Índia.
A Dynacom Tankers Management, que gere o Rodos, e a Cosco Shipping, gestora do Xin Long Yang, não negaram até ao momento que tenha havido a decisão de inverter a marcha e que os doi navios se encontrem rumo ao Suez.
Outro navio, o New Prime, programado para atracar igualmente em Yanbu ainda esta semana para carregar crude, terá também já voltado para trás perto de Oman.
São agora semanas acrescentadas às entregas do crude com estas novas rotas dos petroleiros, forçados a fazer o Mar Mediterrâneo e continuar a contornar todo o Continente Africano.
O presidente dos Estados Unidos ameaça responder às ações do Houthis no caso de o grupo insistir em levar por diante o bloqueio marítimo do Estreito de Bab el-Mandeb, entre as costas de África e do Iémen.
Num momento em que eram ainda frescas as notícias do volta-atrás de dois petroleiros carregados com crude saudita, Trump fazia uma declaração a partir da Casa Branca, ameaçando tomar medidas para resolver a questão que se junta agora ao problema de Hormuz: “Até agora, isso não aconteceu. Pode acontecer, mas vamos lidar com a situação. Se algo assim acontecer, vamos lidar com isso. Já o fizemos com os Houthis antes e não temos notícias deles há algum tempo”.
A Reuters noticiava ao mesmo tempo que dois petroleiros com crude saudita destinado à China e à Índia davam a volta em pleno Mar Vermelho e estavam a caminho do Canal do Suez, o que aumenta substancialmente a rota e os custos da viagem.
Trata-se desde já de um primeiro sinal de que as ameaças do Houthis aliados do Irão, que vinha pedindo aos rebeldes precisamente o fecho desta via, estão já a provocar novos transtornos no transporte internacional de petróleo.
Além do aumento substancial das distâncias percorridas pelos petroleiros, que em vez de descerem o Mar Vermelho e acederem ao Oceano Índico após passar o Estreito de Bab el-Mandeb, o Golfo de Aspen e o Mar Arábico, são assim obrigados a voltar atrás para o Canal do Suez e contornar toda a costa africana num trajeto sem fim.
Em causa estão também os custos com os seguros que cobrem os navios que contemplam agora riscos de guerra. “Aconselha-se que os navios que vão para os portos da Arábia Saudita reconsiderem atravessar o Mar Vermelho e ponderem implementar medidas de mitigação reforçadas”, fazia saber a Ambrey, seguradora marítima britânica.
Estimou a Ambrey que esses navios se encontravam em “alto risco”.
Os Houthis vinham já lançando ataques contra navios no Mar Vermelho desde o início da guerra em Gaza, uma ação que justificavam com a solidariedade para com os palestinianos contra o inimigo sionista. Esta segunda-feira, os rebeldes avisaram as transportadoras marítimas internacionais para deixarem de utilizar os portos da Arábia Saudita.
Os Houthis falam em guerra de “ollho por olho, dente por dente”, contra “um cerco injusto e opressor” imposto ao Iémen pela Arábia Saudita e comunicaram ontem que “os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita”.
Os dois petroleiros em questão – o Xin Long Yang e o Rodos – estariam a realizar a rota atualmente alternativa ao bloqueio do Estreito de Hormuz, usando o porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho. Tem sido essa via a mais escolhida para escoar diariamente milhões de barris do Médio Oriente.
O Xin Long Yang havia realizado um carregamento de dois milhões de barris de crude saudita em Yanbu na segunda-feira e estava a caminho da China a “descer” o Mar Vermelho, dando depois meia-volta, segundo dados oficiais. A mesma decisão foi tomada pelo Rodos, petroleiro que carregou 700 mil barris e se dirigia à Índia.
A Dynacom Tankers Management, que gere o Rodos, e a Cosco Shipping, gestora do Xin Long Yang, não negaram até ao momento que tenha havido a decisão de inverter a marcha e que os doi navios se encontrem rumo ao Suez.
Outro navio, o New Prime, programado para atracar igualmente em Yanbu ainda esta semana para carregar crude, terá também já voltado para trás perto de Oman.
São agora semanas acrescentadas às entregas do crude com estas novas rotas dos petroleiros, forçados a fazer o Mar Mediterrâneo e continuar a contornar todo o Continente Africano.