Trump apresenta até 200 mil milhões de dólares em investimentos sul-coreanos nos EUA

Trump apresenta até 200 mil milhões de dólares em investimentos sul-coreanos nos EUA

O Presidente norte-americano apresentou até 200 mil milhões de dólares (177 mil milhões de euros) em investimentos sul-coreanos nos EUA, que deverão ser destinados a projetos energéticos, incluindo um gasoduto no Alasca e centrais nucleares.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: YONHAP via EPA

"Graças aos acordos que a minha Administração garantiu com a República da Coreia, irão investir até 200 mil milhões de dólares", declarou na quarta-feira Donald Trump, rodeado por vários secretários e dirigentes de empresas envolvidas nestes futuros investimentos.

Embora tenha saudado estes projetos, que "vão fortalecer ainda mais a aliança entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos", o Ministério do Comércio sul-coreano atenuou as declarações de Trump, afirmando que ainda não foi tomada qualquer decisão relativamente ao gasoduto.

A Administração Trump anunciou também, em comunicado, um projeto de central elétrica no Texas, que vai fornecer mais de 6.400 MW de energia aos centros de dados instalados no local. A central deverá estar plenamente operacional até 2032, precisa-se na nota.

O secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, reforçou a mensagem, precisando que a Coreia do Sul vai "investir pouco menos de 200 mil milhões de dólares de fundos públicos em infraestruturas energéticas para reforçar o domínio energético dos EUA".

De acordo com Lutnick, o montante mais significativo --- até 120 mil milhões de dólares (106 mil milhões de euros) --- está destinado à construção de "oito enormes centrais nucleares" em Ohio, no Tennessee, na Carolina do Sul e no Kentucky.

Cerca de 100 mil milhões de dólares (88 mil milhões de euros) destinam-se aos custos de construção e 20 mil milhões (17,6 mil milhões de euros) a imprevistos, detalha o comunicado do ministério, que acrescenta que 10 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros) serão disponibilizados já no final do ano.

O projeto do gasoduto, por sua vez, tem como objetivo transportar o gás extraído do norte do Alasca ao longo de 1.300 quilómetros até um porto no sul deste estado norte-americano, onde será transformado em GNL (gás natural liquefeito) e exportado por navio para a Ásia, o principal mercado.

No entanto, este projeto de grande envergadura suscitou críticas, nomeadamente por parte dos defensores da biodiversidade, bem como incertezas quanto à concretização, relacionadas com problemas de custos e questões de viabilidade económica, que têm dificultado o avanço.

Seul negou, aliás, que já tenha sido tomada qualquer decisão.

"O projeto de GNL no Alasca vai ser analisado, desde que seja comercialmente viável e sujeito aos procedimentos jurídicos nacionais pertinentes", indicou o Ministério do Comércio sul-coreano num comunicado.

"Não foi tomada qualquer decisão quanto à possibilidade de investir neste projeto nem quanto à dimensão de qualquer investimento potencial", acrescentou.

O projeto, caso venha a ser concretizado, deverá gerar 12.000 postos de trabalho durante a construção, com prioridade dada aos trabalhadores locais, e, posteriormente, até mil postos de trabalho na fase operacional.

A construção deverá demorar três anos a partir da libertação do financiamento, e as exportações de GNL deverão começar dois anos após a conclusão das obras, de acordo com o calendário detalhado na quarta-feira durante a apresentação na Casa Branca.

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