Economia
Trump critica Apple por não desbloquear iPhones ligados a tiroteio
O Presidente dos Estados Unidos lançou um novo ataque à Apple. No Twitter, Donald Trump afirmou que a empresa recusou desbloquear iPhones “usados por assassinos, traficantes de droga e outros indivíduos ligados a crimes violentos”.
Na rede social, Donald Trump mostrou desagrado com a empresa: “Estamos sempre a ajudar a Apple no mercado e em tantas outras questões”.
A publicação foi feita horas depois de a empresa ter recusado o pedido do procurador-geral dos EUA, William Barr e do FBI para desbloquear dois iPhones que podem ter sido usados por um homem de 21 anos que matou três marinheiros num tiroteio, no mês passado, em Pensacola, na Flórida.
O procurador-geral dos EUA mostrou-se desapontado com a decisão da Apple em impedir que o FBI pudesse entrar nos telemóveis. Citado pela CNN, Barr afirma que o apelo feito “à Apple e a outras empresas de tecnologia serve para nos ajudar a encontrar uma solução para que possamos proteger melhor a vida dos americanos e impedir futuros ataques”.
William Barr considera que a gigante de tecnologia não está a ser útil numa investigação sobre um tiroteio que está a ser tratado com um ato terrorista.
Barr considera que o caso de Pensacola “ilustra perfeitamente por que é fundamental que o público possa ter acesso a provas digitais”, lamentando também o facto de a Apple não ter dado ao sistema de justiça uma “assistência real”.
Em comunicado, a Apple rejeitou a ideia de que não ajudou as autoridades na investigação: “Respondemos, aos vários pedidos que foram feitos, sempre prontamente e de forma completa”.
Esta não é a primeira vez que a gigante de tecnologia é criticada pelo Departamento de Justiça dos EUA. Em 2015, depois de um tiroteio em São Bernardino, na Califórnia, onde 14 pessoas foram mortas e 22 ficaram gravemente feridas, a Apple recusou-se a ajudar as autoridades a obter acesso ao iPhone do atirador.
O Governo norte-americano pagou cerca de um milhão de dólares a uma outra empresa para contornar a criptografia do dispositivo.
A Apple afirma ter um compromisso em proteger a privacidade dos seus utilizadores e que a criação de um acesso especial aos seus dispositivos para o governo iria “ultrapassar a linha”.
A Apple, continuou Trump, tem de agir e “ajudar o nosso grande país, agora! Vamos tornar a América grande!”.
We are helping Apple all of the time on TRADE and so many other issues, and yet they refuse to unlock phones used by killers, drug dealers and other violent criminal elements. They will have to step up to the plate and help our great Country, NOW! MAKE AMERICA GREAT AGAIN.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 14, 2020
A publicação foi feita horas depois de a empresa ter recusado o pedido do procurador-geral dos EUA, William Barr e do FBI para desbloquear dois iPhones que podem ter sido usados por um homem de 21 anos que matou três marinheiros num tiroteio, no mês passado, em Pensacola, na Flórida.
O procurador-geral dos EUA mostrou-se desapontado com a decisão da Apple em impedir que o FBI pudesse entrar nos telemóveis. Citado pela CNN, Barr afirma que o apelo feito “à Apple e a outras empresas de tecnologia serve para nos ajudar a encontrar uma solução para que possamos proteger melhor a vida dos americanos e impedir futuros ataques”.
William Barr considera que a gigante de tecnologia não está a ser útil numa investigação sobre um tiroteio que está a ser tratado com um ato terrorista.
Barr considera que o caso de Pensacola “ilustra perfeitamente por que é fundamental que o público possa ter acesso a provas digitais”, lamentando também o facto de a Apple não ter dado ao sistema de justiça uma “assistência real”.
Em comunicado, a Apple rejeitou a ideia de que não ajudou as autoridades na investigação: “Respondemos, aos vários pedidos que foram feitos, sempre prontamente e de forma completa”.
Esta não é a primeira vez que a gigante de tecnologia é criticada pelo Departamento de Justiça dos EUA. Em 2015, depois de um tiroteio em São Bernardino, na Califórnia, onde 14 pessoas foram mortas e 22 ficaram gravemente feridas, a Apple recusou-se a ajudar as autoridades a obter acesso ao iPhone do atirador.
O Governo norte-americano pagou cerca de um milhão de dólares a uma outra empresa para contornar a criptografia do dispositivo.
A Apple afirma ter um compromisso em proteger a privacidade dos seus utilizadores e que a criação de um acesso especial aos seus dispositivos para o governo iria “ultrapassar a linha”.