Economia
Tyco Electronics quer suspender mais de 500 postos de trabalho em Évora
A multinacional norte-americana anunciou a intenção de suspender os contratos de trabalho a um terço dos funcionários, cerca de 536, durante o período de seis meses. A empresa justifica a decisão com a redução em 35 por cento do volume de negócios. A fábrica de Évora da Tyco Electronics, considerada a maior unidade industrial do Alentejo, produz componentes electrónicos para a indústria automóvel e emprega cerca de 1.600 trabalhadores.
“A Tyco Electronics irá dar início à suspensão do contrato de trabalho por um período estimado de seis meses, tentando assim garantir a manutenção dos postos de trabalho, apesar da redução do volume de negócios que ronda neste momento os 35 por cento”, afirma a agência Lusa que cita um comunicado da multinacional.
No comunicado, a multinacional considera que a decisão é “imperiosa para assegurar a viabilidade económica” da unidade fabril.
Já em Dezembro, a empresa tinha suspendido a produção durante duas semanas devido “à persistência e agravamento da crise mundial que afecta toda a indústria automóvel”.
Trabalhadores foram avisados na quarta-feira
A medida da suspensão dos postos de trabalho foi comunicada ontem no final de uma reunião entre a administração e os três sindicatos representativos dos 1.600 trabalhadores.
“A empresa comunicou-nos a intenção de proceder à suspensão dos contratos de trabalho, por um período de seis meses”, afirmou Rogério Silva, do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas, à Lusa.
No caso de suspensão do contrato de trabalho, os trabalhadores abrangidos não perdem o vínculo com a empresa e ficam em casa auferindo dois terços do vencimento, dois deles suportados pela Segurança Social e o outro pela empresa.
Autoridade para as Condições de Trabalho acompanha a situação
A crise laboral na Tyco Electronics está a ser acompanhada pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). Tendo o Inspector-Geral do Trabalho dado instruções aos serviços daquela zona para acompanharem no terreno o evoluir da situação.
A ACT pretende “acompanhar as conversações e negociações entre a administração e os representantes dos trabalhadores, para não só assegurar o controlo da legalidade de todo o processo, bem como para esclarecer e informar as partes envolvidas sobre os respectivos direitos e obrigações”, avança a entidade.
Autarca de Évora preocupado com suspensão dos contratos
José Ernesto Oliveira, presidente da Câmara de Évora, manifestou-se preocupado com a intenção da multinacional suspender os contratos de trabalho.
“É uma empresa que tem um carácter estruturante na cidade e no concelho, relativamente ao emprego. Com cerca de 1.600 trabalhadores, é o maior empregador do concelho”, afirmou o autarca socialista.
José Ernesto Oliveira revelou que tem acompanhado “com preocupação o evoluir da situação” e afirma esperar que a situação seja “uma medida temporária”.
“A situação de inactividade laboral é sempre preocupante”, acrescentou.
“Não se trata de despedimentos. É uma suspensão temporária dos contratos de trabalho, em que os trabalhadores têm uma parte significativa do salário garantido e continuam com vínculo à empresa”, referiu.
No comunicado, a multinacional considera que a decisão é “imperiosa para assegurar a viabilidade económica” da unidade fabril.
Já em Dezembro, a empresa tinha suspendido a produção durante duas semanas devido “à persistência e agravamento da crise mundial que afecta toda a indústria automóvel”.
Trabalhadores foram avisados na quarta-feira
A medida da suspensão dos postos de trabalho foi comunicada ontem no final de uma reunião entre a administração e os três sindicatos representativos dos 1.600 trabalhadores.
“A empresa comunicou-nos a intenção de proceder à suspensão dos contratos de trabalho, por um período de seis meses”, afirmou Rogério Silva, do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas, à Lusa.
No caso de suspensão do contrato de trabalho, os trabalhadores abrangidos não perdem o vínculo com a empresa e ficam em casa auferindo dois terços do vencimento, dois deles suportados pela Segurança Social e o outro pela empresa.
Autoridade para as Condições de Trabalho acompanha a situação
A crise laboral na Tyco Electronics está a ser acompanhada pela Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT). Tendo o Inspector-Geral do Trabalho dado instruções aos serviços daquela zona para acompanharem no terreno o evoluir da situação.
A ACT pretende “acompanhar as conversações e negociações entre a administração e os representantes dos trabalhadores, para não só assegurar o controlo da legalidade de todo o processo, bem como para esclarecer e informar as partes envolvidas sobre os respectivos direitos e obrigações”, avança a entidade.
Autarca de Évora preocupado com suspensão dos contratos
José Ernesto Oliveira, presidente da Câmara de Évora, manifestou-se preocupado com a intenção da multinacional suspender os contratos de trabalho.
“É uma empresa que tem um carácter estruturante na cidade e no concelho, relativamente ao emprego. Com cerca de 1.600 trabalhadores, é o maior empregador do concelho”, afirmou o autarca socialista.
José Ernesto Oliveira revelou que tem acompanhado “com preocupação o evoluir da situação” e afirma esperar que a situação seja “uma medida temporária”.
“A situação de inactividade laboral é sempre preocupante”, acrescentou.
“Não se trata de despedimentos. É uma suspensão temporária dos contratos de trabalho, em que os trabalhadores têm uma parte significativa do salário garantido e continuam com vínculo à empresa”, referiu.