UE. Comissário da Energia admite a possibilidade de escassez de combustíveis na aviação

UE. Comissário da Energia admite a possibilidade de escassez de combustíveis na aviação

"O mundo enfrenta aquela que é, possivelmente, a crise energética mais grave de sempre", refere o Comissário Europeu responsável pela pasta da energia. O ministro português das Finanças admite que se isso acontecer, a economia nacional pode sofrer um impacto significativo.

Andrea Neves, RTP Antena 1, Bruxelas /
Nuno Patrício - RTP

À medida de que os dias avançam e não solução para a guerra no Médio Oriente, o discurso dos responsáveis europeus fica mais pessimista sobre os efeitos desta guerra e a crise económica que a União tem que enfrentar. Esta manhã o Comissário para a Energia foi claro.

“O mundo enfrenta aquela que é, possivelmente, a crise energética mais grave de sempre. Uma crise que está a testar a resiliência das nossas economias, das nossas sociedades e das nossas parcerias”.

Dan Jorgense pediu realismo, mais do que otimismo.

“E mesmo no melhor cenário, a situação continua bastante grave. A produção de gás, devido aos danos causados nas infraestruturas, especialmente no Qatar, está tão comprometida que provavelmente levará anos a remediar a situação”.

Jorgensen admite que a Europa está mais bem preparada que noutras circunstâncias e crises anteriores, mas antes os reesposáveis do executivo comunitário admitiam que estavam atentos a uma eventual muito pouco provável escassez de combustível. Agora já se notam mudanças nas palavas e nas estratégias

“Continuamos a preparar-nos também para situações em que surjam problemas de segurança de abastecimento. Ainda não chegámos a esse ponto, mas pode acontecer, sobretudo no que diz respeito ao combustível de aviação. Esperamos que não aconteça, mas a esperança não é uma estratégia, por isso estamos a tentar preparar-nos da melhor forma possível”.

O Comissário pede coordenação e ação conjunta dos estados-membros e ao observatório criado há pouca semanas, para monitorizar a situação dos combustíveis em toda a União Europeia, pede um avaliação constante das reservas e a sinalização imediata da escassez que possa surgir em qualquer dos países da União Europeia.
Impacto significativo na economia portuguesa
O Ministro das Finanças admitiu que se a escassez de combustível para a aviação se verificar, como a comissão europeia já admite, terá um impacto negativo muito significativo na economia portuguesa.

Joaquim Miranda Sarmento diz que será essencial responder a esse choque por causa do peso que o turismo tem na economia.

O ministro acredita, no entanto, que esta crise não vai prejudicar o processo de privatização da TAP.
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