UE diz que consequências económico-financeiras da queda do Governo francês "são contidas"
A Comissão Europeia está a "acompanhar de perto" a queda do Governo em França e considerou que as consequências económico-financeiras são, "até ao momento, contidas", rejeitando que esteja em causa a estabilidade macroeconómica do país.
O executivo comunitário está a "acompanhar de perto o que está a acontecer em França", disse o porta-voz da Comissão Europeia Balazs Ujvari, em conferência de imprensa, em Bruxelas, na Bélgica.
Recordando que o Orçamento do Estado é "uma competência das autoridades nacionais francesas", o porta-voz comunitário acrescentou que "as consequências económico-financeiras" da queda do executivo de França "são, até ao momento, contidas".
"A situação macroeconómica [de França] continua estável", acrescentou Balazs Ujvari.
"França submeteu o seu orçamento em outubro, recebeu `luz verde` da nossa parte e é importante que quaisquer orçamentos que venham a ser adotados sejam compatíveis" com as previsões feitas pelo Governo liberal que caiu, completou o porta-voz.
Balazs Ujvari disse também que a Constituição da República Francesa contempla a possibilidade de um Orçamento do Estado não vigorar e acrescentou que a Comissão Europeia vai continuar a acompanhar a situação.
Na quarta-feira, o Governo francês foi censurado por uma moção, a primeira vez que tal acontece em França desde 1962, o que agravará a incerteza política e económica num dos países com mais peso da União Europeia.
A aprovação da moção de não confiança resultou na queda do executivo francês, liderado por Michel Barnier (centro-direita), com 331 votos dos blocos da esquerda e da extrema-direita União Nacional (RN).