Economia
UGT considera que crescimento de 1,3 % em 2006 é insuficiente
O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou hoje insuficiente o crescimento de 1,3 por cento da economia portuguesa, face a 2005, porque não resolve o problema do desemprego.
"Infelizmente concretizaram-se os nosso receios: o crescimento da economia em 2006 ficou abaixo da previsão do Governo", disse João Proença à agência Lusa.
O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT) considerou que actualmente "em Portugal, a questão principal é o emprego".
"São necessárias políticas para reduzir o desemprego e medidas para concretizar a meta dos 150 mil postos de trabalho, prometidos pelo Governo", defendeu Proença.
De acordo com os dados divulgados hoje pelo INE, o crescimento económico assentou no aumento de 8,8 por cento das exportações.
Mas, para o líder da UGT, o aumento das exportações não ajudou o consumo interno a crescer.
"O consumo interno não tem crescido porque os salários têm crescido muito pouco e há muita insegurança, em vez de confiança, devido ao aumento do desemprego", concluiu.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3 por cento no ano passado, face a 2005, a um ritmo superior ao esperado pelos analistas e pelas principais instituições internacionais, mas inferior ao previsto pelo Governo.
O crescimento assentou no aumento de 8,8 das exportações, em volume, o ritmo mais alto de evolução das vendas ao estrangeiro desde 1995, fazendo com que a procura externa líquida contribuísse com 1 ponto percentual para o crescimento do PIB, pela primeira vez desde 2003.
Os dados do INE indicam, também, que a procura interna cresceu 0,2 por cento, o que traduz um abrandamento de 0,7 pontos percentuais face ao registo de 2005, explicando o Instituto que as despesas de consumo final das famílias residentes foram o agregado que "mais contribuiu para essa desaceleração", crescendo 1,1 por cento, uma amplitude que é metade da apurada em 2005.
Do lado das administrações públicas, as despesas de consumo final caíram 0,3 por cento, o que contrasta "claramente", como diz o INE, com o aumento de 2,3 por cento de 2005.
O investimento continuou a cair, mas a um ritmo que foi menos de metade do registado em 2005. No ano passado a quebra da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi de 1,7 por cento, o que compara com uma erosão de 3,8 por cento no ano imediatamente anterior.
O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT) considerou que actualmente "em Portugal, a questão principal é o emprego".
"São necessárias políticas para reduzir o desemprego e medidas para concretizar a meta dos 150 mil postos de trabalho, prometidos pelo Governo", defendeu Proença.
De acordo com os dados divulgados hoje pelo INE, o crescimento económico assentou no aumento de 8,8 por cento das exportações.
Mas, para o líder da UGT, o aumento das exportações não ajudou o consumo interno a crescer.
"O consumo interno não tem crescido porque os salários têm crescido muito pouco e há muita insegurança, em vez de confiança, devido ao aumento do desemprego", concluiu.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3 por cento no ano passado, face a 2005, a um ritmo superior ao esperado pelos analistas e pelas principais instituições internacionais, mas inferior ao previsto pelo Governo.
O crescimento assentou no aumento de 8,8 das exportações, em volume, o ritmo mais alto de evolução das vendas ao estrangeiro desde 1995, fazendo com que a procura externa líquida contribuísse com 1 ponto percentual para o crescimento do PIB, pela primeira vez desde 2003.
Os dados do INE indicam, também, que a procura interna cresceu 0,2 por cento, o que traduz um abrandamento de 0,7 pontos percentuais face ao registo de 2005, explicando o Instituto que as despesas de consumo final das famílias residentes foram o agregado que "mais contribuiu para essa desaceleração", crescendo 1,1 por cento, uma amplitude que é metade da apurada em 2005.
Do lado das administrações públicas, as despesas de consumo final caíram 0,3 por cento, o que contrasta "claramente", como diz o INE, com o aumento de 2,3 por cento de 2005.
O investimento continuou a cair, mas a um ritmo que foi menos de metade do registado em 2005. No ano passado a quebra da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi de 1,7 por cento, o que compara com uma erosão de 3,8 por cento no ano imediatamente anterior.