Economia
UGT e Governo não alcançam consenso sobre pacote laboral
A central sindical afirmou que o processo negocial "não evoluiu conforme as expectativas" e que a proposta não permite alcançar consenso. Vai agora levar esta posição à Concertação Social.
Após a reunião desta quinta-feira com o Governo, o Secretariado Nacional da UGT considerou que é ainda insuficiente a aproximação negocial sobre o pacote laboral.
O órgão máximo da UGT "constata a ainda insuficiente aproximação negocial e
afirma que a proposta não permite ainda alcançar consenso", lê-se na
resolução aprovada hoje por unanimidade.
"É esta a posição que a UGT levará à Concertação Social, onde se deve dar o passo seguinte neste processo negocial", refere o documento.
"Chegados a este momento, durante estas negociações constatamos, desde logo, que propostas da UGT não foram consideradas, continuando de fora desta versão que nos foi apresentada".
O Secretariado Nacional da UGT disse ainda esperar que os avanços já verificados e o trabalho do diálogo social não sejam desvalorizados.
O Secretariado Nacional da UGT disse ainda esperar que os avanços já verificados e o trabalho do diálogo social não sejam desvalorizados.
A UGT e os seus sindicatos adiantaram também que "continuarão o seu trabalho por uma legislação laboral mais justa, mais inclusiva e que responda aos desafios do presente e do futuro do trabalho, com uma negociação coletiva e sindicatos mais fortes e dinâmicos, continuando a apresentar propostas em processo negocial".
Na manhã desta quinta-feira, a CGTP disse, por sua vez, que iria exigir ao presidente da República que cumprisse com a promessa feita durante a campanha eleitoral e rejeitasse o pacote laboral caso não fosse alcançado um acordo sobre o mesmo.
Em declarações aos jornalistas em Cacia, o secretário-geral da confederação sindical, Tiago Oliveira, acusou ainda o Governo de uma atitude “antidemocrática e inconstitucional”.
Em declarações aos jornalistas em Cacia, o secretário-geral da confederação sindical, Tiago Oliveira, acusou ainda o Governo de uma atitude “antidemocrática e inconstitucional”.