União Africana quer africano na liderança da instituição financeira
Lisboa, 09 jun (Lusa) -- A União Africana (UA) quer que a liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) seja ocupada por um africano, defendendo que chegou a hora de acabar com o acordo que garante à Europa o cargo de diretor-geral da instituição.
"A União Africana acredita que chegou o tempo de um não-europeu, em particular um africano, liderar o FMI, uma vez que o cargo de diretor-geral nunca foi ocupado por um não-europeu por causa do acordo tácito que existe atualmente. Escolher um não-europeu, nomeadamente alguém dos países em desenvolvimento, aumentaria em grande medida a voz e a representação destes países no FMI", refere a organização em comunicado.
A UA acredita que a escolha de um não europeu "refletiria melhor as mudanças que estão a ocorrer na economia global", com a gradual mudança da produção e da procura mundial das economias industrializadas para as regiões de África, Ásia e América Latina.