Unicer quer vender 1 milhão de litros de duas novas cervejas e atingir um valor de 2ME
Lisboa, 05 Mar (Lusa) - A Unicer espera vender até final do ano um milhão de litros das duas novas cervejas que hoje lançou no mercado, criadoras de valor de dois milhões de euros, anunciou o director de marketing do grupo detentor da Super Bock.
Em conferência de imprensa, a Unicer anunciou que investiu três milhões de euros no lançamento da Abadia Super Bock Rubi e da Abadia Super Bock Gold, cervejas destinadas ao consumo à refeição, para acompanharem pratos de carne e peixe.
Este é um "novo segmento de mercado" ainda por explorar em Portugal, notou João Sampaio, responsável do marketing da Unicer, e que deve permitir angariar novos clientes e chamar alguns dos que já consomem para um segmento "mais sofisticado".
Actualmente apenas 20 por cento do consumo de cerveja se faz à refeição, pelo que a Unicer quer aproveitar esta oportunidade de mercado.
Ambas têm um teor alcoólico de 6,8 por cento e vão estar disponíveis ao público em pacotes de quatro de 33 centilitros por um preço de 3,49 euros, a partir do próximo dia 15.
O retorno deste investimento deve acontecer em menos de dois anos, anunciou o presidente executivo, António Pires de Lima, lembrando que em 2007 a Unicer vendeu 300 milhões de litros de bebidas.
As novas cervejas têm novas garrafas e vão ser distribuídas em pontos de venda de qualidade (restaurantes "sofisticados, `gourmets` e nos super e hipermercados).
Estes produtos levaram oito a 10 meses a serem desenvolvidos e a Unicer não exclui a hipótese de vir a exportá-los para mercados internacionais.
"Este ano o foco da Unicer é o mercado nacional; mas pensamos que na Europa e em África este produto tem pernas para andar", afirmou Pires de Lima.
Em aberto está também a possibilidade de a Unicer vir a comercializar as novas cervejas num formato maior, a par do de 33 cl.
Pires de Lima voltou a dizer que no momento de forte concorrência que se vive no mercado de cerveja português, a Unicer não quer entrar em guerra de preços ou em promoções "exageradas", porque a prazo não são estratégias "interessantes", preferindo antes concorrer "pela positiva" e apostar em fazer "poucos lançamentos [de produtos] mas bons".
A esta imagem de sofisticação está associada a um preço elevado da cerveja. Pires de Lima disse que o preço médio das novas cervejas será cerca de 50 por cento superior ao do produto tradicional.