Union Fenosa quer começar este ano a comercializar gás natural em Portugal

Lisboa, 26 Fev (Lusa) - A Union Fenosa, que já comercializa electricidade em Portugal, quer começar este ano a vender gás natural, com o objectivo de alcançar uma quota de mercado de 15 por cento, afirmou hoje o administrador para Portugal Luís Díaz Lopez.

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O pedido de licença de comercialização de gás em Portugal está a ser finalizado para entregar na Direcção-Geral de Energia, anunciou.

O responsável revelou ainda que a parceria que a Fenosa tem com a Eni para o mercado de gás em Espanha, "vai alargar-se a Portugal".

Isto faz com que a Eni, accionista de referência da Galp, passe a concorrer com a própria Galp no mercado do gás em Portugal.

Luís Diaz Lopez afirma isso mesmo: "Não será uma aliança com a Galp. A Galp será concorrente".

A Union Fenosa é o segundo operador de gás em Espanha, com uma quota comercial de 15 por cento.

O objectivo é alcançar a mesma quota em Portugal.

"Se tivermos condições vamos consegui-lo com facilidade, porque gás já temos", afirmou.

A principal condição reside nas tarifas, afirmou, adiantando que se trata do mesmo problema enfrentado no sector eléctrico.

Apesar de considerar que as tarifas de electricidade em Portugal estão "muito baratas", Díaz Lopez, afirmou que a Fenosa não está a pensar abandonar o mercado português.

"A situação é muito difícil, mas não abandonamos porque estamos a trabalhar para o mercado da energia em Portugal", afirmou.

"Trata-se de uma aposta estratégica de permanência", acrescentou.

Para além do gás e da electricidade - tendo a Fenosa em Portugal uma quota de 3 por cento do mercado liberalizado, com cerca de 1000 clientes, entre baixa tensão normal e média tensão - a eléctrica espanhola quer apostar nas energias renováveis.

Projectos em energia "eólica, hídrica e biomassa", são alguns dos que podem atrair para Portugal parte do investimento de 9.000 milhões de euros que a Fenosa tem para investir até 2012.

Luís Díaz López diz que a Union Fenosa está interessada em concorrer a todos os concursos lançados pelo Governo para as centrais hídricas, e que gostaria de o fazer em parceria, apesar de não estar ainda em negociações.

Quanto à energia eólica também está interessado em comprar parques eólicos, afirmando que tem mantido conversações nesse sentido.

ACF.

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