Utentes exigem em buzinão que ministro esclareça se troço Porto-Ermesinde da A4 será pago

Ermesinde, 16 nov (Lusa) -- Centenas de buzinas fizeram-se ouvir hoje à tarde, em Ermesinde, contra a recolocação de portagens na ligação desta cidade de Valongo ao Porto, exigindo que o ministro da Economia e do Emprego se pronuncie sobre a matéria.

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Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Movimento de Utentes Contra a Colocação de Portagens entre Ermesinde e o Porto, José Caetano, explicou que "este buzinão é a primeira tomada de posição de uma comissão que foi formada para impedir que sejam recolocadas as portagens" neste troço.

"Esperamos que o senhor ministro da Economia ouça este protesto e que desminta aquilo que veio na comunicação social", exigiu.

Segundo José Caetano, "já faz um mês que surgiram notícias neste sentido" e até agora Álvaro Santos Pereira "não as desmentiu".

"Enquanto durar esta incerteza, iremos continuar o protesto e se calhar até o iremos endurecer com uma marcha lenta pela alternativa que o senhor ministro vai deixar aos habitantes", afirmou, acrescentando que irão convidar o governante a fazer a viagem pelo percurso alternativo.

O líder do movimento de utentes disse ainda que está a ser estudada a possibilidade de enviar uma carta à tutela e um pedido de audiência, lamentando no entanto a "dificuldade" em fazê-lo devido à ausência de interlocutores na região norte.

"Temos uma autoridade metropolitana, uma câmara e uma junta que até agora não se pronunciaram", lamentou.

O protesto começou cerca das 16:45, na rotunda da autoestrada de Ermesinde, com elemento do movimento a distribuir panfletos sobre o buzinão em todas as entradas da rotunda, estando também colocadas duas tarjas onde se podia ler "Buzine! Não às portagens".

A portagem no sublanço Porto/Ermesinde, da A-4 (autoestrada Porto/Amarante) foi suprimida em dezembro de 1995, cumprindo o compromisso eleitoral de António Guterres de abolir a cobrança de portagens nos primeiros troços de autoestrada contíguos aos dois grandes centros urbanos de Lisboa e Porto.

Na altura, o secretário de Estado das Obras Públicas, Luís Simões, anunciou a alteração do conteúdo do contrato de concessão celebrado com a Brisa, com o duplo objetivo de "obter maior justiça relativa na oneração dos percursos sujeitos a taxa e uniformizar o tratamento de situações semelhantes".

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