Varzim não pode candidatar novo estádio a verbas do QREN, garante gestão do programa

Lisboa, 19 Jun (Lusa) - O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) está vedado à candidatura do Varzim Sport Club para a construção do novo estádio e centro de formação, garantiu hoje o gabinete coordenador do Programa Operacional Temático de Valorização do Território.

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Um dia depois de o presidente do Varzim Sport Club anunciar à agência Lusa a intenção de candidatar o novo estádio e centro de formação ao QREN, o gabinete coordenador do Programa Operacional Temático de Valorização do Território (POVT) garantiu que não há qualquer hipótese de isso vir a acontecer.

"Se o Varzim fosse contemplado, teríamos centenas de clubes de futebol [a candidatarem-se ao programa], o que seria insustentável", disse à agência Lusa uma fonte do gabinete coordenador do POVT.

O programa POVT, integrado no QREN e co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e Fundo de Coesão, inclui no seu Eixo Prioritário IX (Desenvolvimento do Sistema Urbano Nacional) o apoio a infra-estruturas e equipamentos desportivos.

No entanto, O programa apenas contempla candidaturas de "infra-estruturas de grande relevância a nível nacional, que já foram escolhidas", e campos de relvado "em concelhos onde não haja nenhum e onde a percentagem de jovens seja elevada", segundo a mesma fonte.

Na quarta-feira, o dirigente do Varzim, Lopes de Castro, tinha dito à agência Lusa que pretendia candidatar o clube ao apoio do QREN para a construção das duas infra-estruturas desportivas.

O custo do novo estádio é estimado em 12,5 milhões de euros, enquanto que o centro de formação, integrado no recinto, está avaliado em cinco milhões de euros.

A construção estará a cargo das empresas Dico-Dulimar e Hagen, a troco dos terrenos do actual estádio poveiro, num negócio avaliado em cerca de 29 milhões de euros.

As obras para o novo recinto, a edificar no Parque da Cidade da Póvoa de Varzim e com capacidade para 10.000 espectadores, devem iniciar-se no primeiro trimestre de 2009 e demorar um ano.

"Já assinámos o contrato-promessa de compra e venda dos terrenos do Parque. Para as obras avançarem, falta a aprovação do Plano de Pormenor do empreendimento que vai nascer nas nossas `velhas` instalações e a alteração do Plano de Urbanização da cidade", disse também Lopes de Castro.


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