“Vêm aí coisas duras”: o aviso de Vítor Gaspar aos membros da maioria

O Conselho de Ministros reúne-se no sábado para discutir os cortes na despesa. Segundo escreve o semanário Sol, o ministro das Finanças insiste nos cortes de quatro mil milhões, mas estará a enfrentar a resistência de outros membros do Executivo. Vítor Gaspar terá decidido aumentar a pressão sobre os seus colegas e, em conversa com membros da maioria, terá mesmo avisado que “vêm aí coisas duras”.

RTP /
O ministro das Finanças, Vitor Gaspar (D), conversa com Mira Amaral, presidente do Banco BIC Português, durante a sessão de encerramento da apresentação do Relatório da Competitividade 2012 da AIP Andre Kosters/LUSA

Fontes governamentais disseram ao Sol que os vários grupos de trabalho do Governo que têm vindo estudar maneiras de obter os cortes pretendidos nos diversos setores chegaram, no melhor dos casos, a metade do objetivo pretendido.

Segundo o jornal, no Governo há quem acredite que será quase impossível chegar à meta de quatro milhões defendida por Vítor Gaspar e Carlos Moedas. Para estes membros do Executivo seria melhor, desde já, um objetivo menos ambicioso que poderia ficar-se pelos três mil milhões.

As Finanças recusam esta flexibilização, justificando que “os quatro mil milhões estão inscritos no memorando”.

O Governo pretende entregar à troika a proposta sobre os cortes já no final deste mês e, segundo, afirma o Sol, Gaspar terá decido aumentar a pressão sobre os restantes governantes durante o Conselho de Ministros que se realiza excecionalmente no sábado, em virtude da ausência do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que esteve em Bruxelas a participar no Conselho Europeu.

O ministro das Finanças não abre o jogo mas terá deixado um aviso aos membros da maioria que o interrogaram sobre o assunto. “Vêm aí coisas duras” , terá dito Gaspar, segundo uma das testemunhas ouvidas pelo Sol.
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