Economia
Guerra no Médio Oriente
"Vêm tarde" as restrições a comércio com colonatos na Cisjordânia
Paulo Rangel considera que "vêm tarde" as medidas "de proibição de importação de bens oriundos dos colonatos" na Cisjordânia.
Antes da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia para discutir restrições ao comércio com os colonatos na Cisjordânia, com base num conjunto de opções apresentado pela Comissão Europeia na semana passada, Paulo Rangel considerou que a posição europeia "não é clara".
Já a posição de Portugal é de que "a proibição de importação de bens produzidos nos colonatos está sujeita à maioria qualificada e é um instrumento de política comercial".
"Temos de ver como vai correr a discussão, mas a posição de Portugal é muito clara: medidas de proibição de importação de bens oriundos do colonatos vêm tarde", adiantou o ministro português. "Não é tarde, é tardíssimo".
Sobre a Ucrânia, Paulo Rangel considera que será "um grande desafio reforçar a resiliência energética" do país, que está altamente debilitado e tem de se preparar para o próximo inverno.
Já a posição de Portugal é de que "a proibição de importação de bens produzidos nos colonatos está sujeita à maioria qualificada e é um instrumento de política comercial".
"Temos de ver como vai correr a discussão, mas a posição de Portugal é muito clara: medidas de proibição de importação de bens oriundos do colonatos vêm tarde", adiantou o ministro português. "Não é tarde, é tardíssimo".
Esta medida é "muito importante", e "algum sinal tem de ser dado".
A reunião decorre em França e Portugal está representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Vão estar em cima da mesa três temas: a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a estratégia da União Europeia (UE) para o Mar Negro.
No que se refere ao Médio Oriente, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão voltar a discutir restrições ao comércio com os colonatos na Cisjordânia, à semelhança do que têm feito recentemente. No entanto, até ao momento, nenhuma decisão sobre a matéria pôde ser adotada pelos ministros porque a Comissão Europeia, responsável pela política comercial da UE, não tinha apresentado propostas.
A situação mudou na semana passada, após a Comissão ter transmitido aos Estados-membros um conjunto de opções para restringir o comércio com os colonatos.
Segundo foi divulgado por vários órgãos de comunicação social, há três opções em cima da mesa: a imposição de tarifas, a proibição total de comércio ou um sistema de licenciamento das importações, através do qual os bens provenientes de colonatos precisariam de uma autorização especial para poderem ser exportados para a UE.
A situação mudou na semana passada, após a Comissão ter transmitido aos Estados-membros um conjunto de opções para restringir o comércio com os colonatos.
Segundo foi divulgado por vários órgãos de comunicação social, há três opções em cima da mesa: a imposição de tarifas, a proibição total de comércio ou um sistema de licenciamento das importações, através do qual os bens provenientes de colonatos precisariam de uma autorização especial para poderem ser exportados para a UE.
Sobre a Ucrânia, Paulo Rangel considera que será "um grande desafio reforçar a resiliência energética" do país, que está altamente debilitado e tem de se preparar para o próximo inverno.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros admitiu que "não tem havido progressos no esforços de paz" com a Rússia e, por isso, "é preciso aumentar a pressão com sanções" e também "com o enquadramento militar" na cimeira de aliados, em Paris.
Relativamente à guerra na Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, irá participar presencialmente na reunião, onde irá fazer um resumo sobre a situação no terreno e as necessidades do país.
A discussão dos ministros sobre esta matéria deverá sobretudo centrar-se em de que forma a UE pode ajudar a Ucrânia a preparar-se para o próximo inverno e para os ataques que a Rússia previsivelmente fará às suas infraestruturas energéticas, tal como fez este ano.
A discussão dos ministros sobre esta matéria deverá sobretudo centrar-se em de que forma a UE pode ajudar a Ucrânia a preparar-se para o próximo inverno e para os ataques que a Rússia previsivelmente fará às suas infraestruturas energéticas, tal como fez este ano.
C/Lusa