Venda de reservas de ouro rende 372 ME - A Capital
O Banco de Portugal (BP) vendeu quase um quarto das reservas de ouro portuguesas, 145 toneladas, entre 2002 e 2004, operação que rendeu aos cofres do Estado cerca de 372 milhões de euros, escreve hoje A Capital.
O banco central português justifica as operações financeiras devido à baixa rentabilidade do ouro como activo e pela necessidade de continuar a diversificar as reservas externas portuguesas.
O BP está a substituir ouro da reserva portuguesa por bens financeiros mais estáveis e rentáveis, uma vez que tem ouro a mais.
No início de 2002, o Banco de Portugal tinha 607 toneladas de ouro, fruto sobretudo da acumulação feita pelo país quando era liderado por Oliveira Salazar que, durante quase meio século de governação, transformou o tesouro nacional num dos mais ricos do mundo escreve o diário.
Em 1930, Portugal tinha 16 toneladas de ouro e quando a ditadura caiu, em 1974, já com Marcelo Caetano na presidência do governo, as reservas atingiram o valor recorde de 866 toneladas nos cofres do Banco de Portugal.
A situação é para o Banco de Portugal alienar as reservas em ouro, invertendo a política de entesouramento deste metal.
O Banco de Portugal tem hoje 462 toneladas de ouro, praticamente metade do que tinha aquando da queda da ditadura, em 1974.
Destas, apenas 172 toneladas encontravam-se guardadas em Portugal.