Venda dos HPP Saúde deverá ser feita até final do ano
Lisboa, 06 nov (Lusa) - A venda da área de saúde da Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá concretizar-se até final do ano, acredita o presidente do banco público, José de Matos, sem adiantar o preço a que a alienação foi acordada.
"A operação está praticamente finalizada e esperamos que seja concretizada até final do ano", disse hoje o presidente executivo da CGD, numa conversa com jornalistas.
José de Matos considerou a venda dos HPP um "processo exemplar" e sublinhou que houve "até à última hora mais do que um interessado".
O jornal Correio da Manhã noticiou no início de outubro que será o grupo brasileiro Amil o comprador dos HPP - Hospitais Privados de Portugal, com este a aceitar assumir o contrato da Parceria Público-Privada do Hospital de Cascais. De fora ficariam a Frontino de Jaime Antunes, em parceria com os brasileiros da Artesia, e a Espírito Santo Saúde.
Nos dias seguintes, outros jornais adiantaram, entretanto, mais detalhes. A venda deverá ser feita por cerca de 80 milhões de euros (valor a que serão retirados cerca de 45 milhões de euros da dívida dos HPP) e a alienação ao grupo AMIL foi a escolha da CGD, tendo ido, entretanto, o dossier para o Ministério das Finanças, a quem cabe dar o aval final.
Segundo disse hoje José de Matos, "a operação tal como a propusemos já está aprovada".
Na saúde, segundo o portal da CGD na Internet, o banco público é dono do grupo HPP Saúde, que tem cinco hospitais em todo o país (Hospital da Boavista, Hospital da Misericórdia de Sangalhos, Hospital dos Lusíadas, Hospital de Santa Maria de Faro e Hospital São Gonçalo de Lagos). Além disso, gere ainda o Hospital de Cascais em regime de parceria público-privada.
Depois da venda do negócio da saúde, em 2013 a CGD deverá alienar o negócio segurador, tal como acordado no memorando de entendimento com a `troika`. Nos seguros, a CGD detém várias marcas, com destaque para Fidelidade Mundial, Império Bonança ou Multicare, pelo que a sua venda terá profundas implicações no setor segurador português.
Os resultados do grupo CGD nos primeiros nove meses do ano foram conhecidos hoje. Até setembro, o grupo teve lucros de 69,3 milhões de euros nos seguros e prejuízos de 3,5 milhões na saúde.