Vendas no retalho caem 1% em 2014 para 18.937 milhões de euros
Lisboa, 07 mai (Lusa) - As vendas do setor do retalho em Portugal recuaram 1% no ano passado, face a 2013, para 18.937 milhões de euros, de acordo com o barómetro de vendas da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) hoje divulgado.
No segmento alimentar, as vendas diminuíram 1,2% para 10.829 milhões de euros, enquanto no não alimentar a quebra foi de 0,7% para 8.108 milhões de euros.
Segundo o barómetro, a quebra no retalho alimentar "deve-se em larga medida ao efeito causado pela deflação registada nos produtos alimentares".
No segmento não alimentar, "o mercado que mais cresceu" no ano passado "foi o de equipamentos de telecomunicações, com uma variação de 38,1%", enquanto as maiores quebras de vendas foram identificadas nos combustíveis (-4,4% para 3.170 milhões de euros) e no vestuário (-4,1% para 2.100 milhões de euros).
As vendas de bens de equipamento subiram 9,4% para 2.047 milhões de euros, impulsionado pelo segmento de equipamentos de telecomunicações, que cresceu 38,1% para 382 milhões de euros.
As vendas de linha branca aumentaram 6,9% no ano passado, face a 2013, para 417 milhões de euros, seguidas dos pequenos eletrodomésticos, que avançaram 6,4% para 226 milhões de euros.
A área de informática registou um aumento do volume de vendas de 2,6% para 595 milhões de euros, enquanto a área de fotografia foi o único segmento dentro dos bens de equipamento que caiu naquele período, recuando 3,2% para 74 milhões de euros.
Na área de entretenimento e papelaria, as vendas caíram 1,4% para 309 milhões de euros.
Desagregado, o entretenimento viu as suas vendas perderem 2,9% para 270 milhões de euros, enquanto as de papelaria subiram 9,9% para 39 milhões de euros.
Ainda na área não alimentar, as vendas de medicamentos não sujeitos a receitas médicas subiram 0,8% para 482 milhões de euros.
De acordo com o barómetro de vendas da APED, na eletrónica de consumo as vendas de televisões subiram 8,2% (270,5 mil euros), as de câmaras de vídeo avançaram 27% (9,7 mil euros) e as de auscultadores recuaram 0,6% (para nove mil euros), no ano passado.
Em termos de pequenos eletrodomésticos, os preparadores de alimentos, aspiradores e ferros foram os produtos mais relevantes no segmento, enquanto nos equipamentos de telecomunicações os destaques são os `smartphones` (subida das vendas de 52,3% para 306 mil euros), os acessórios de telefones inteligentes e `tablets` (+25,9% para 26,9 mil euros) e os telemóveis (que ainda assim recuaram 34,8% para 18,9 mil euros).
No entretenimento, as vendas de livros caíram 0,2% para 146,8 mil euros, as de `software` recuaram 11,4% para 52,7 mil euros, embora as relativas às consolas tenham subido 16% para 39,8 mil euros no ano passado, face a 2013.