Venezuela quer mais investimento nacional e estrangeiro na Faixa Petrolífera do Orinoco
Caracas, 15 out (Lusa) - A empresa estatal Petróleos da Venezuela S. A. (Pdvsa) convidou quarta-feira empresários locais e estrangeiros a investir no desenvolvimento da "Faixa Petrolífera do Orinoco Hugo Chávez", a sudeste de Caracas, onde estará a maior reserva petrolífera do mundo.
O apelo foi feito pelo novo presidente da Pdvsa, Eulógio Del Pino, durante a 3.ª Conferência Latino-americana de Petróleos Pesados, que decorre até sexta-feira na ilha venezuelana de Margarita.
"Representa grandes desafios desde o ponto de vista tecnológico. (...) desta conferência sairão as melhores ideias e negociações para o desenvolvimento do país", disse aos mais de 500 representantes de empresas do setor de países como, entre outros, o Canadá, China, Egito, Estados Unidos, Equador e Peru.
O mesmo responsável precisou ainda que a Faixa Petrolífera do Orinoco, tem uma extensão de 55.000 quilómetros quadrados e compreende os Estados venezuelanos de Anzoátegui, Monágas, Guárico e Bolívar.
Por outro lado, Rubén Figuera, responsável pelos novos projetos de desenvolvimento na zona, explicou que "são ali produzidos diariamente 1.230.000 barris (de petróleo), mas o (nosso) horizonte para 2019 é ter uma produção de quatro milhões de barris por dia".
Na Faixa Petrolífera do Orinoco Hugo Chávez participam empresas petrolíferas de duas dezenas de países, entre elas a portuguesa Galp Energy que em 2007 assinou um memorando de entendimento com o Governo venezuelano para a avaliação de projetos conjuntos em matéria de petróleo e gás.
Segundo diversas fontes a participação da Galp decorre numa área conhecida como Bloco Boyacá 6, onde existem aproximadamente 50 milhões de barris de petróleo.