Vieira de Castro garante que cumpre todos os requisitos legais exigidos pelas autoridades chinesas

Lisboa, 17 Jun (Lusa) - A empresa Vieira de Castro, que produz as bolachas Príncipe, garantiu hoje que efectua análises a todos os produtos enviados para a China e que os resultados dos testes são conformes aos requisitos legais exigidos pelas autoridades chinesas.

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"A Vieira de Castro recorre a um laboratório externo acreditado - EGI Sociedade de Engenharia e Gestão Industrial Lda., para efectuar análises aos produtos enviados para a China. Todos os resultados obtidos através deste laboratório atestam conformidade com os requisitos legais exigidos pelas autoridades chinesas", refere uma nota da empresa enviada à agência Lusa.

A Autoridade Chinesa de Supervisão da Qualidade, Inspecção e Quarentena (ACSQIQ), incluiu as bolachas Príncipe na sua de produtos que não cumprem os requisitos de qualidade, ao lado de mais 427 produtos estrangeiros.

A Vieira de Castro assegurou que, em conjunto com a embaixada portuguesa na China, está a desenvolver contactos para "clarificar o sucedido e repor a veracidade dos factos, na certeza porém que todos os seus produtos obedecem aos requisitos legais impostos pelos mercados a que se destinam".

Manifestando-se surpreendida com as notícias relativas a um dos seus produtos no mercado chinês, a Vieira de Castro salientou que já contactou a embaixada portuguesa na China, que informou não ter qualquer confirmação das autoridades chinesas.

A Vieira de Castro sublinha também que o "controlo efectuado pela ACSQIQ, não é relevante no âmbito da União Europeia".

As bolachas Príncipe, produzidas pela Vieira de Castro - Produtos Alimentares SA., aparecem na listagem da ACSQIQ entre os produtos que não cumprem os critérios de qualidade necessários para serem exportados para a China.

A agência governamental chinesa diz ter detectado na sua última inspecção a presença de coliformes nas bolachas.

Um funcionário da ACSQIQ explicou à agência Lusa em Pequim que "a presença na lista não significa que os produtos estão proibidos de entrar na China".

"Trata-se apenas de um aviso que mostra que, na última inspecção realizada, o produto não cumpria todas as normas de qualidade necessárias", adiantou o funcionário da ACSQIQ que não se identificou.

A lista com o nome e país de proveniência dos produtos que, segundo a ACSQIQ, não cumprem os parâmetros chineses de qualidade, é publicado de três em três meses na página de internet do órgão supervisor com o título: "Informação de alimentos e cosméticos não qualificados".

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