Vinha com quebra de produção e girassol quintiplicou quantidade

A vinha foi das culturas mais prejudicadas pelas condições metereológicas esperando-se uma quebra de 20 por cento face à anterior campanha, tal como as frutas, enquanto a produção de girassol quintiplicou, devido à contratação para biodiesel, anunciou hoje o INE.

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Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), este será um "mau ano vitícola, fortemente marcado por graves problemas fitossanitários e acidentes fisiológicos que determinam quebras significativas de produção".

Assim, as previsões apontam para uma produção de 5.819 mil hectolitros, menos 20 por cento face à campanha anterior e 17 por cento relativamente aos últimos cinco anos.

A previsão de produção de uva de mesa é de um decréscimo de cinco por cento face ao ano anterior, para 50 mil toneladas.

O INE perspectiva uma produção de girassol de 16 mil toneladas, mais 400 por cento que na campanha anterior, devido à "contratualização das superfícies cultivadas por empresas de biodiesel".

A aposta de várias empresas na produção de biocombustíveis tem levado ao aumento das áreas cultivadas de algumas espécies e à subida dos preços dessas matérias-primas, também em Portugal.

Nos pomares de maçã e pêra, o INE vem confirmar as descidas da produção de 20 por cento, enquanto para o pêssego o decréscimo é de 10 por cento, culturas igualmente afectadas pelas condições climatéricas.

Ao contrário, a produção de tomate para a indústria deverá atingir um milhão de toneladas, mais sete por cento face à campanha anterior.

Para os cereais de Primavera-Verão, como milho de sequeiro e de regadio ou arroz, o INE refere aumentos de produção, de 10, 15 e cinco por cento, respectivamente, embora haja atrasos no desenvolvimento das plantas.

A produtividade do kiwi mantém-se inalterada, os frutos de casca rija, como a castanha (menos 10 por cento) tiveram um comportamento negativo face a 2006, e para a avelã até se espera uma das piores colheitas dos últimos anos, com quebra de 30 por cento.

A colheita da batata de regadio está praticamente concluída e deverá registar-se um aumento de cerca de cinco por cento da produção face a 2006.

O mau estado de conservação das batatas levou a que "em algumas regiões, o início da campanha de comercialização tivesse começado com uma oferta abundante e uma cotação inferior ao esperado", adianta o INE.

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