Vítor Constâncio corta nos aumentos para a função pública
Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, afirmou hoje que os aumentos salariais para o próximo ano devem andar entre 1 e 1,5 por cento, mas com valores mais baixos para a função pública. Constâncio prestou estas declarações à margem V Fórum Parlamentar Ibero-Americano que decorre até amanhã na Assembleia da República.
Vítor Constâncio participou esta manhã como principal orador no Fórum Parlamentar Ibero-Americano, na Assembleia da República, e foi nesse local que falou aos jornalistas nos possíveis aumentos de salários para o próximo ano.
O Governador do Banco de Portugal admitiu que para o próximo ano os aumentos em Portugal possa andar à volta de 1 a 1,5 por cento, isto nas empresas, mas deixa claro que para a função pública, devido ao aumento salarial de 2,9 por cento registado este ano, esses aumentos devem ser mais baixos.
No mesmo local o Governador do Banco de Portugal referiu-se ainda ao défice para dizer que para repor o défice nos três por cento até 2013, meta imposta pela Comissão Europeia, vai ser preciso ou aumentar as receitas ou diminuir as despesas.Um cenário mais ou menos previsível com Vítor Constâncio a garantir, no entanto, que isso só deve acontecer a partir de 2011 o que permitirá que o próximo ano não deva ser de grandes sacrifícios para os portugueses.
Fórum Parlamentar Ibero-AmericanoO Fórum Parlamentar Ibero-Americano, que decorre na Assembleia da República até amanhã, será dedicado ao tema "Inovação e Conhecimento" e reúne parlamentares de 22 países.
A primeira sessão plenária o Fórum Parlamentar, que antecede a Cimeira Ibero-Americana que decorre no final do mês no Estoril, teve lugar esta manhã sob o tema "Respostas à Crise Financeira Mundial - O Contributo da Inovação e do Conhecimento" em que o Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, foi o orador convidado.
Esta primeira sessão plenária foi presidida pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, pelo presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Ciro Cruz Zepeda, e pelo presidente do Senado da Argentina, Julio Cobos.