Vítor Constâncio ouvido na Comissão de Inquérito Parlamentar
Lisboa, 08 Jun (Lusa) - O Governador do Banco de Portugal é hoje ouvido na Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN, que questiona se o supervisor teve conhecimento de irregularidades no banco e as bases em que recomendou a nacionalização da instituição.
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, tem defendido que os problemas com o Banco Insular e com o balcão virtual, que deram origem às perdas e à situação que levou à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) são "impossíveis de detectar pelos métodos normais" de supervisão.
Em diversas ocasiões e também numa audição na Comissão de Orçamento e Finanças, Constâncio disse que o supervisor actuou em várias situações irregulares detectadas antes, mas que "no caso concreto do Banco Insular, é um processo que foi instaurado a 17 de Junho [de 2008], de uma realidade que o banco de Portugal ficou a conhecer a 02 de Junho", por carta de Abdool Vakil, sucessor de Oliveira e Costa na presidente do banco.