Vítor Silva reeleito presidente da Região de Turismo Planície Dourada (Beja)
O presidente da Região de Turismo Planície Dourada (RTPD), Vítor Silva, foi hoje reeleito para o cargo, ao obter 16 dos 26 votos possíveis no colégio eleitoral da Comissão Regional do organismo, que abrange o distrito de Beja.
A Comissão Regional da RTPD, que elege a Comissão Executiva por voto secreto, é composta por 26 membros, que representam 13 dos 14 municípios do distrito de Beja, além de associações e organismos directa ou indirectamente ligados ao turismo.
Em declarações à agência Lusa, Vítor Silva precisou que votaram 25 dos 26 membros da Comissão Regional, tendo 16 votado na sua lista, a única concorrente, oito em branco e um voto foi considerado nulo.
"Trata-se de uma votação de confiança no trabalho que tenho vindo a desenvolver na RTPD", considerou Vítor Silva, salientando que "foi o resultado que esperava", já que obteve "os votos efectivos" das autarquias e de todas as associações empresarias que apoiaram a sua recandidatura.
Apesar de admitir que poderá ficar "a prazo" no cargo, devido às alterações previstas para as regiões de turismo, prevendo-se apenas uma única estrutura para o Alentejo, Vítor Silva frisou que "vai continuar à frente da RTPD com perspectivas de futuro e não a pensar num fim".
O secretário de Estado do Turismo já entregou às regiões de turismo uma proposta da nova lei-quadro para o sector, que prevê a redução de 19 para apenas cinco entidades correspondentes às unidades territoriais de nível II (NUTS II).
Estas unidades coincidem com as regiões administrativas existentes em Portugal Continental, além das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve.
Vítor Silva disse à Lusa ter "sérias dúvidas" quanto à "eficácia de uma única região de turismo, centralizada numa das três capitais de distrito, para gerir os territórios tão díspares do Alentejo".
"Prefiro o actual modelo de três regiões de turismo autónomas e com poderes efectivos, que tem funcionado bem", afirmou.
A confirmar-se uma única região de turismo no Alentejo, Vítor Silva defendeu a criação de três sub-regiões de turismo em Beja, Évora e Portalegre, "com poderes efectivos, orçamentos e planos de actividades próprios".
De acordo com o modelo defendido por Vítor Silva, a estrutura central "teria o poder para aprovar o orçamento geral e o plano de actividades para todo o Alentejo e os orçamentos e planos de actividades sectoriais para as três sub-regiões".
Estas, por sua vez, explicou, "teriam o poder efectivo para gerir os seus orçamentos e planos de actividades próprios".
"Só desta forma é possível assegurar uma gestão eficaz e de proximidade do turismo nos diferentes territórios da região Alentejo", afirmou, lembrando que "a gestão do turismo não se compadece com o modelo administrativo das direcções regionais".
Segundo Vítor Silva, a eventual região de turismo do Alentejo "poderia ficar sedeada em Grândola", para evitar "os bairrismos" entre as três capitais de distrito da região e para "aproveitar a máquina montada" naquela vila, onde estão sedeadas a agência de promoção turística do Alentejo e a Associação das Regiões de Turismo do Alentejo.
De acordo com a proposta do Governo para a nova lei-quadro do sector, que prevê a criação de cinco regiões coincidentes com as NUTS II, os quatro municípios do Litoral Alentejano, actualmente integrados na Região de Turismo da Costa Azul (RTCA), passariam a integrar a região do Alentejo.
A confirmar-se esta integração, Vítor Silva defendeu também a criação de uma delegação para o Litoral Alentejano, além das três sub-regiões de turismo em Beja, Évora e Portalegre.