Vivo poderá ser moeda de troca por 10% da PT
O administrador financeiro da Sonaecom, Chris Lawrie, admitiu hoje que a empresa poderá usar a Vivo como moeda de troca para conseguir os 10 por cento do capital que a Telefónica detém na Portugal Telecom (PT).
"Já tivemos [a Sonaecom e a Telefónica] discussões apropriadas em relação à Vivo. Faremos um acordo que seja justo", afirmou Lawrie, em declaraçõe à agência Bloomberg, à margem de uma conferência realizada pela Morgan Stanley, em Barcelona.
"Se a Telefónica o quiser fazer [comprar a Vivo], numa altura em que sejamos donos desse activo, então poderá haver negócio", afirmou.
Na mesma conferência, mas no dia anterior, o administrador financeiro da Telefónica tinha revelado que a operadora espanhola estaria disposta a vender as acções da PT para ajudar a financiar a eventual aquisição do restante capital da Vivo.
"A lógica em termos do posicionamento estratégico da Telefónica no Brasil e América Latina indicam que o desfecho mais provável é que vendamos [a participação na Vivo] à Telefónica", afirmou Lawrie.
O gestor assegurou, contudo, que a Sonaecom também tem garantido o financiamento para adquirir à Telefónica a sua participação na Vivo, caso essa possibilidade se coloque.
A Sonaecom tem defendido repetidamente que só está interessada em estar presente em negócios onde assuma posições de controlo, pelo que a possibilidade de alienação da Vivo tem sido dada quase como certa.
Pelo contrário, a PT já reiterou diversas vezes a importância estratégica da presença no Brasil, mostrando-se indisponível para vender as acções da Vivo, mesmo que à Telefónica.
"Estamos preparados para olhar para todas as opções estratégicas, mas não há quaisquer planos para vender a Vivo", afirmou hoje o vice-presidente da PT, Zeinal Bava, que também esteve presente na conferência de Barcelona.