Vodafone diz que 12% dos clientes são de terceira geração móvel

O administrador da Vodafone Portugal António Coimbra afirmou hoje que no final do ano fiscal da empresa, que terminou em Março, 12 por cento dos clientes (cerca de meio milhão) da operadora eram de terceira geração móvel.

Agência LUSA /

O objectivo da Vodafone era chegar até final do ano com uma penetração de 10 por cento de clientes de terceira geração (3G), pelo que "excedemos as expectativas", disse António Coimbra.

A operadora tem cerca de 4 milhões de clientes, segundo António Coimbra, que falava aos jornalistas à margem da apresentação da nova placa de acesso à Internet em banda larga [Vodafone Mobile Connect Card 3G] através da tecnologia de terceira geração e meia (HSDPA).

Esta tecnologia permite uma velocidade de transmissão de dados quatro vezes superior à actual.

Para o próximo ano, as previsões apontam para uma penetração de 20 a 25 por cento de clientes 3G.

"A base de clientes actual [de terceira geração] deverá migrar para este serviço [Connect Card 3G] dentro do ano", acrescentou António Coimbra.

O Vodafone Mobile Connect Card 3G, que funciona sobre tecnologia HSDPA [High Speed Downlink Packet Access], permite uma velocidade de 1,8 Megabits por segundo (mbps).

Em comparação com o acesso à Internet via tecnologia terceira geração, este produto permite um melhor desempenho e uma maior rapidez na importação de ficheiros [downloads].

Em relação ao ADSL [acesso à banda larga através da rede fixa], o novo produto apresentado hoje pela Vodafone tem um desempenho semelhante.

Até final do ano, a operadora espera disponibilizar este serviço com velocidades de transmissão de 3,6 mbps, já que actualmente "não existem dispositivos que suportem esta velocidade", acrescentou o administrador.

Segundo o responsável, que se escusou a adiantar o número de placas Vodafone Connect Card 3G existentes em Portugal, "mais de 50 por cento dos clientes são residenciais".

António Coimbra admite que este serviço poderá concorrer com o ADSL no segmento residencial em determinados casos, mas rejeita que esse seja o objectivo principal.

"É um mercado interessante, apesar de não estarmos a posicionar este produto como concorrente da rede fixa, mas reconhecemos que há uma fatia" do segmento residencial que deverá aderir a este serviço, adiantou.

"Pelos custos inerentes à 3G, os operadores móveis têm dificuldade em concorrer taco-a-taco com a rede fixa", explicou o administrador da Vodafone Portugal.

"O cliente com esta solução pode definitivamente desligar-se da rede fixa", uma vez que instalado num portátil está disponível em qualquer lugar [multi-side].

No futuro, a instalação destas placas poderá ser aplicada nos PC, já que "a entrada passará a ser feita por USB [um dos tipos de ligação ao computador]", disse o responsável, o que alargará a adesão de clientes a este tipo de serviços.

A nova placa tem cobertura na região da Grande Lisboa e da zona urbana do Algarve e será progressivamente alargada às principais cidades portuguesas durante este ano.

"Vamos dar prioridade às grandes cidades, com grande densidade populacional. Damos prioridade aos centros urbanos, mas não às vias de comunicação", disse António Coimbra.

A operadora tem acordos de roaming com Alemanha, Áustria e Africa do Sul.

Os acordos serão alargados a mais países quando estes "lançarem a tecnologia HSDPA", disse.

António Coimbra afirmou que espera que durante o terceiro trimestre sejam lançados telemóveis com tecnologia HSDPA.

A Samsung irá lançar terminais móveis com esta tecnologia este ano, e a BenQ-Siemens anunciou hoje o lançamento de um telemóvel com HSDPA.

PUB