Vodafone Portugal concorda com posição da Apritel em avançar com propostas concretas
Lisboa, 19 Dez (Lusa) - A Vodafone Portugal concordou hoje com a posição da Apritel de avançar com propostas concretas sobre as redes de nova geração e considerou que as opções devem ser analisadas detalhadamente para encontrar um cenário que beneficie os consumidores.
A Apritel propôs hoje a criação de uma empresa ou de um agrupamento de empresas para investir nas redes de nova geração em Portugal, com o objectivo de colocar o país "na linha da frente em termos de fibra óptica".
"Esta é uma solução que vai permitir chegar com a fibra óptica a 80 por cento dos portugueses num prazo inferior a cinco anos e que recolocaria Portugal à frente da Europa", afirmou Luís Reis, presidente da Associação dos Operadores de Telecomunicações (Apritel).
"Concordamos com a posição da Apritel de avançar com propostas concretas que permitam que as redes de nova geração venham a ser implementadas em Portugal a curto prazo em condições que estimulem a concorrência", disse à Lusa fonte oficial da operadora de telecomunicações liderada por António Carrapatoso.
"A Vodafone considera que estas opções devem ser analisadas detalhadamente de forma a equacionar qual o melhor cenário que favorece o aparecimento de serviços inovadores em benefício dos consumidores", acrescentou a mesma fonte.
O investimento em redes de nova geração (next generation network) é avultado - o valor oscila entre 1.000 e 1,3 mil milhões de euros -, e a partilha de custos entre os operadoras na criação desta infra-estrutura apresenta 5 vantagens: co-financiamento, investimento sem desperdício (investimento igual a uma rede), criação de emprego, previsibilidade regulatória (neste caso diminuiria a pressão regulatória sobre a PT) e a garantir de concorrência (competição entre operadores seria feita pelos serviços de qualidade, preços e inovação).
Além disso, este projecto "poderia atrair investimento estrangeiro", uma vez que há fundos e investidores interessados em "investir em infra-estruturas", disse Luís Reis, escusando-se a adiantar nomes.
Para a aplicação deste projecto, segundo Luís Reis, são necessários entre 6 meses a 1 ano para "afinar as coisas" e depois 4 a 5 anos para colocar o plano em prática.
"A Apritel tem o papel de promover a concorrência", concluiu o presidente da associação.
ALU
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