Economia
Volvo Cars agrava prejuízos até setembro para 414 ME e corta 2.500 postos de trabalho
A fabricante sueca de automóveis Volvo Cars reportou hoje um prejuízo líquido de 4.600 milhões de coroas suecas (414 milhões de euros) até setembro, num aumento homólogo de 77%, anunciando ainda cortes de 2.500 postos de trabalho.
Nos resultados hoje anunciados, a empresa atribuiu o resultado a um mix entre vendas e preços desfavoráveis, diminuição de vendas por grosso, redução das vendas de licenças, aumento dos custos das matérias-primas e ao efeito desfavorável das taxas de câmbio.
A Volvo Cars também anunciou o despedimento de 2.500 trabalhadores, o equivalente a 6% do total, dos quais 2.000 na Suécia, com o objetivo de poupar mais 5.000 milhões de coroas suecas (cerca de 450 milhões de euros).
No período em análise, o volume de negócios caiu 17% para 217.200 milhões de coroas suecas (19.536 milhões de euros), enquanto o prejuízo operacional líquido duplicou para 3.200 milhões de coroas suecas (288 milhões de euros).
Desde o início do ano e até setembro, a Volvo Cars vendeu 460.000 veículos, metade dos quais elétricos, numa redução de 10%.
Apenas no terceiro trimestre, a empresa teve prejuízos líquidos de 5.700 milhões de coroas suecas (513 milhões de euros), que comparam com lucros de 4.500 milhões de coroas suecas (405 milhões de euros) no mesmo período do ano anterior.
O desempenho entre julho e setembro deveu-se, principalmente, à evolução negativa nos mercados chinês e norte-americano.
As vendas no primeiro reduziram-se para metade devido à concorrência e novas alternativas nos segmentos `premium`, enquanto no caso norte-americano continuou a haver impacto negativo dos direitos aduaneiros e pela eliminação dos incentivos aos modelos elétricos.
Citado em comunicado, o presidente executivo da empresa controlada pela chinesa Geely, classificou o desempenho como "muito dececionante".
Pela 10:30 em Lisboa, as ações da Volvo Cars caíam 26,8% para 10,33 coroas suecas.