Wall Street fecha preocupada com endividamento dos conglomerados da IA

Wall Street fecha preocupada com endividamento dos conglomerados da IA

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje tendencialmente em baixa, arrastada pelo setor tecnológico que cedeu à renovação das inquietações com o nível de endividamento dos atores da inteligência artificial (IA), em contexto de subida da cotação do petróleo.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq caiu 2,60%, o alargado S&P500 recuou 1,21% e o seletivo Dow Jones Industrial Average estagnou, mas com uma variação positiva de 0,02%.

"O setor da IA sofre uma pressão considerável devido às inquietações ligadas aos investimentos e às despesas", segundo os analistas da Briefing.com.

Na véspera, a Meta divulgou um volume de negócios no terceiro trimestre acima das expectativas, com uma subida homóloga de 26%, e previsões de aceleração do ritmo até ao final do ano.

Mas "os investidores focaram-se nos custos crescentes ligados aos investimentos da empresa na IA", apontaram os analistas da Briefing.com.

E a Meta estima endividar-se em "centenas de milhares de milhões de dólares durante vários anos" a partir deste outono.

O conglomerado prevê investir 135 mil milhões a 145 mil milhões de dólares este ano e o seu fluxo de tesouraria passou a negativo.

Em consequência, a Meta fechou a perder 6,98%.

"Os investidores estão cada vez mais céticos quanto às perspetivas de rentabilidade dos investimentos colossais" dos gigantes do digital, resumiu Jose Torres, da Interactive Brokers.
À semelhança da Meta, vários conglomerados do digital acabaram o dia com fortes perdas, casos de Nvidia (-4,40%), Amazon (-4,47%), Microsoft (-2,26%) e Alphabet (-3,15%).

Apesar da nova subida das cotações do petróleo, os rendimentos obrigacionistas - termómetro das antecipações inflacionistas - não acompanharam, desta vez, a subida daquelas cotações, tendo mesmo descido.

"A baixa dos rendimentos explica-se pela procura de valores-refúgio (o preço das obrigações evolui em sentido oposto ao das taxas), com a incerteza geopolítica e a fraqueza dos títulos ligados à IA a contribuírem para a fuga para os títulos do Tesouro", resumiram aos analistas da Briefing.com.

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