Wall Street fecha sem ânimo com subida custo da dívida e incerteza geopolítica
A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem ânimo, penalizada por nova subida dos rendimentos obrigacionistas, em contexto de incertezas geopolíticas persistentes no Médio Oriente.
O resultado da sessão indica que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,31%, com os outros praticamente estagnados, o tecnológico Nasdaq avançou 0,01% e o alargado S&P 500 recuou 0,02%.
"Tivemos outra sessão de contração, enquanto os rendimentos obrigacionistas continuam a subir", o que "pesa nas cotações", disse Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP.
O rendimento do título de dívida federal a 30 anos atingiu hoje o seu máximo desde 2004, nos 5,50%, e o título a 10 anos alcançou os 5,22%, nível inédito desde 2007.
"Isto deve-se a vários fatores, como pressões inflacionistas crescentes, alimentadas pela guerra" no Médio Oriente, apontou Cardillo.
"O mercado foi reduzindo perdas ao longo do díade, depois de informações sobre os EUA e o Irão terem mencionado uma reabertura do Estreito de Ormuz", apontaram os analistas da Briefing.com.
Porém, Marc Chandler, da Bannockburn Capital Markets, relativizou: "Os investidores já conhecem esse cenário", referindo-se às numerosas reviravoltas diplomáticas verificadas desde o início do ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Os investidores precisam de provas "mais tangíveis" de progressos, reforçou Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, em declarações à AFP.
Os investidores também acompanharam com atenção a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, na Casa Branca, depois de Pequim e Washington terem decidido na quarta-feira prolongar a sua trégua comercial até 10 de janeiro.
Dececionados pela ausência de desenvolvimentos comerciais relevantes, esta visita está a ser vista pelos investidores como "uma farsa", opinou Hogan.