Wall Street regressa aos ganhos com `olhos` nos resultados e à espera da inflação

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje a recuperar da perda da semana passada, com os investidores concentrados na última série de resultados empresariais, enquanto esperam os números da variação dos preços nos EUA, na quinta-feira.

Lusa /

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 1,16%, o tecnológico Nasdaq progrediu 0,61% e o alargado S&P500 subiu 0,90%.

"Começamos numa boa base. Os investidores voltaram a focar-se nos resultados", comentou Peter Cardillo, de Spartan Capital Securities.

Afetados pela descida da notação da dívida soberana dos EUA pela agência de notação financeira Fitch e pelo anúncio de várias emissões obrigacionistas pelo Tesouro dos EUA, o mercado obrigacionista manifestou alguma tensão na semana passada, o que se repercutiu no mercado acionista, levando-o para a baixa.

No conjunto da semana, o Dow Jones perdeu 1,1%, depois de três semanas de ganhos, enquanto o S&P500 recuava 2,3% e o Nasdaq 2,8%.

"O facto de ter havido este recuo foi bom para o mercado", considerou Cardillo.

Agora, os investidores vão concentrar-se no índice de preços no consumidor relativo a julho. Os analistas estão à espera de uma taxa mensal de 0,2% e uma anual de 3,3%, esta acima da verificada em junho, que foi de 3,0%.

Uma governadora do banco central, Michelle Bowman, repetiu hoje que a inflação "continuava bem acima da meta dos 2%" anuais da Reserva Federal (Fed). Sublinhou também que "o mercado de trabalho continuava forte, com mais oferta de empregos do que trabalhadores disponíveis".

Membro votante do comité de política monetária da Fed (FOMC, na sigla em Inglês), Bowman acrescentou: "Nestas condições, sou favorável a uma subida das taxas em julho e espero que sejam necessárias mais subidas para reduzir a inflação para o objetivo".

A próxima reunião do FOMC está marcada para 20 de setembro.

Já o presidente do banco da Fed em Nova Iorque, John Williams, considerou que o nível da taxa de juro da Fed "está muito próximo do pico", salientando que "a questão é a de saber por quanto tempo se deve manter o nível restritivo da taxa", discorreu em entrevista ao New York Times.

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