Yazaki garante indemnizações acima do exigido pelo Código de Trabalho

Porto, 07 Abr (Lusa) - A Yazaki Saltano garantiu hoje que vai negociar as indemnizações a pagar aos 400 colaboradores a dispensar até final de Abril acima daquilo que o Código de Trabalho exige, não adiantando, no entanto, quais os valores concretos.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"No passado, negociámos os valores de indemnizações acima do que o Código de Trabalho exige e, este ano, vamos actuar de forma semelhante", disse à agência Lusa Fernanda Tavares, directora de Recursos Humanos da multinacional de componentes eléctricos para automóveis.

"A Yazaki sempre assumiu uma postura de preocupação social que vai manter", acrescentou.

Questionada acerca dos valores a pagar, disse que estes só serão divulgados "em reuniões próprias" com as estruturas sindicais representantes dos trabalhadores da empresa.

Entretanto os colaboradores a dispensar pela unidade da Yazaki de Vila Nova de Gaia reuniram-se hoje com a administração, num encontro destinado a esclarecê-los sobre o processo de despedimento colectivo.

Fernanda Tavares apontou o final de Abril "altura em que a produção é totalmente encerrada" como data limite para os trabalhadores - cuja média de idades se situa nos 36 anos - saírem da empresa.

A média de antiguidade dos trabalhadores ao serviço da empresa é de 14 anos.

A directora dos Recursos Humanos justificou a decisão da dispensa dos 400 funcionários com o fim da produção de um modelo, "que tem vindo a sofrer quebras desde o início do ano", face às dificuldades sentidas em Portugal pelo sector das cablagens, "devido à constante pressão para a redução de custos que se vive actualmente na indústria automóvel e à competitividade mundial".

Fernanda Tavares explicou ainda que o anúncio do despedimento colectivo dos 400 colaboradores da Yazaki, feito na passada sexta-feira, levou em conta "a calendarização de encerramento da produção", programada até final de Abril.

Com o fim da produção do modelo M59, a directora de Recursos Humanos considerou "inevitável" o processo de despedimento colectivo "e, por isso, impossível de negociar" a continuidade da laboração em Vila Nova de Gaia.

A empresa afirma que vai manter a Direcção de Logística, Recursos Humanos, Financeira, Sistemas & Tecnologias de Informação e o PTC, em Gaia.

Em Portugal desde 1986 e com 2235 colaboradores, a Yazaki Saltano garantiu que as duas outras fábricas do grupo situadas em Ovar - Yazaki Saltano Portugal Ovar e Yazaki Saltano Produtos Eléctricos - "não são afectadas por este processo".

JLS.

Lusa/Fim


PUB