Zhipu AI lidera ronda de estreias em bolsa em Hong Kong no valor de 1.030 ME
A empresa chinesa de inteligência artificial Zhipu AI estreou-se hoje na bolsa de Hong Kong, num dia em que outras duas tecnológicas também entraram no mercado, angariando em conjunto 1.200 milhões de dólares (1.030 milhões de euros).
A Zhipu, oficialmente designada Knowledge Atlas Technology e que adota o nome Z.ai nos mercados estrangeiros, registava uma tendência ascendente ao meio da sessão, com uma valorização de 11,19%, após ter angariado cerca de 559 milhões de dólares (478 milhões de euros).
Trata-se da primeira empresa chinesa especializada exclusivamente em modelos de linguagem de grande escala a ser cotada na Bolsa de Valores de Hong Kong. Segundo o seu cofundador e diretor executivo, Zhang Peng, a escolha desta praça financeira está relacionada com as ambições de internacionalização da companhia.
Zhang referiu que Hong Kong e o Sudeste Asiático serão os primeiros mercados a serem explorados, seguindo-se o Médio Oriente, a Europa e o chamado "Sul Global". Ele apontou os baixos custos como principal atrativo da Zhipu face a modelos concorrentes, no objetivo de conquistar novos utilizadores.
A tecnológica junta-se assim a outras empresas chinesas do setor que têm aproveitado o interesse dos investidores no crescimento da IA no país. Uma das principais concorrentes da Zhipu, a MiniMax -- também rival da OpenAI (criadora do ChatGPT) e da Anthropic (desenvolvedora do Claude) -- tem estreia marcada para sexta-feira na mesma bolsa.
Hoje também se estrearam em Hong Kong a fabricante de chips gráficos Shanghai Iluvatar CoreX Semiconductor, que abriu com ganhos de 31,5% após angariar 473 milhões de dólares (404 milhões de euros), e a produtora de robôs cirúrgicos Edge Medical, que subiu 36,4%, arrecadando cerca de 154 milhões de dólares (131 milhões de euros).
Na semana passada, a Biren Technology, especializada em chips de IA, valorizou-se quase 76% no seu primeiro dia de negociação. Em dezembro, outras duas empresas do setor, a Moore Threads e a MetaX, registaram subidas superiores a 100% na bolsa de Xangai.
Apesar de admitir que os modelos chineses estão a reduzir a distância face aos norte-americanos, Zhang Peng reconheceu que ainda persistem lacunas em áreas como investigação, recursos e inovação. A Zhipu foi colocada numa lista negra comercial pelos Estados Unidos em 2025, o que dificulta o seu acesso a tecnologia norte-americana.