Política
Legislativas 2019
Cristas só exclui o "Chega" de uma geringonça à direita
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, admitiu ser "perfeitamente possível" e "desejável" os partidos do centro-direita conversarem para a viabilização de uma geringonça à direita, da qual apenas excluiria o partido Chega.
A líder do CDS falava em resposta a uma pergunta de um espetador da TVI24, no programa "Tenho uma pergunta para si", colocada por escrito, questionando: "O que é que acha de uma geringonça à direita com PSD, o CDS, a Aliança, o Chega e a Iniciativa Liberal?"
"Não sei se vão eleger, se não vão eleger, eu espero que o CDS eleja e que eleja muito para poder ter um peso e uma contribuição forte nessa maioria de 116 deputados. Mas, sim, aquilo que existe agora à esquerda, um dia, agora, em 2019, pode acontecer no espaço político do centro-direita", acrescentou Assunção Cristas.
No programa da TVI e da TVI24, em que foi questionada quer por jornalistas, quer através de perguntas de cidadãos, mas também por representantes de sindicatos e associações, a presidente do CDS recusou quantificar um resultado eleitoral nas eleições legislativas de 06 de outubro que constitua um "patamar de sobrevivência" à sua liderança.
Apesar de falar em ambição, Cristas também dramatizou: "Sabemos o que estamos a combater. Estamos a combater uma maioria de dois terços à esquerda, uma maioria de revisão constitucional, de mudança de juízes do Tribunal Constitucional, de nomeação de cargos da justiça", disse.
"Eu sempre disse que, para termos 116 deputados de maioria, faria sentido, depois das eleições, ter uma coligação com aqueles que elegerem. Devo dizer que desses todos, parece-me que há um que está a mais, que é o Basta, mas com os outros todos acho que é perfeitamente possível conversarmos, e desejável", afirmou Assunção Cristas, referindo-se ao partido Chega, liderado por André Ventura, que, nas europeias, encabeçou a coligação Basta.
"Não sei se vão eleger, se não vão eleger, eu espero que o CDS eleja e que eleja muito para poder ter um peso e uma contribuição forte nessa maioria de 116 deputados. Mas, sim, aquilo que existe agora à esquerda, um dia, agora, em 2019, pode acontecer no espaço político do centro-direita", acrescentou Assunção Cristas.
No programa da TVI e da TVI24, em que foi questionada quer por jornalistas, quer através de perguntas de cidadãos, mas também por representantes de sindicatos e associações, a presidente do CDS recusou quantificar um resultado eleitoral nas eleições legislativas de 06 de outubro que constitua um "patamar de sobrevivência" à sua liderança.
Apesar de falar em ambição, Cristas também dramatizou: "Sabemos o que estamos a combater. Estamos a combater uma maioria de dois terços à esquerda, uma maioria de revisão constitucional, de mudança de juízes do Tribunal Constitucional, de nomeação de cargos da justiça", disse.
Sobre o despacho à lei da identidade de género, a presidente do CDS rejeitou que o partido tenha contribuído para criar "ruído" sobre a matéria, e, confrontada pela jornalista Constança Cunha e Sá, não se pronunciou sobre posturas que dirigentes centristas tiveram nas redes sociais, como a divulgação de material pornográfico para ilustrar publicações, ou o truncar do conteúdo do despacho pelo presidente da Juventude Popular.
c/Lusa