Legislativas 2022. ADN quer dar força à classe média

Legislativas 2022. ADN quer dar força à classe média

O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN), antigo PDR, apresenta-se às eleições legislativas de 30 de janeiro como uma "lufada de ar fresco" para os eleitores e quer "dar força à classe média".

Lusa /
Bruno Fialho quer voltar a dar força à classe média Miguel A. Lopes-Lusa

Bruno Fialho, presidente do ADN, diz que o partido concorre para "dar uma alternativa aos portugueses" e ser "uma lufada de ar fresco" na política, estabelecendo como objetivo a constituição de um grupo parlamentar com a eleição de três deputados, pelos círculos do Porto e Lisboa.

No entanto, para o ADN, o "principal não é o resultado", mas sim conseguir transmitir a sua mensagem na campanha que será "inovadora e uma surpresa": "Se conseguimos passar a mensagem os portugueses pode ser que acordem e daqui a dois, três, quatro anos, não sabemos quanto tempo durará esta legislatura, estaremos cá para dizer podem confiar em nós, nós mantemos as posições que sempre defendemos", disse em entrevista à agência Lusa.

Quanto ao programa eleitoral, "ainda não está fechado" porque o ADN recusa "aquelas promessas eleitorais banais que são feitas por todos os partidos" e quer "ser diferente" e "uma alternativa para que as pessoas tenham outra vez fé e acreditem na política".

Ainda assim, Bruno Fialho aponta que "ponto forte" do programa político do partido passa por "voltar a dar força à classe média, que é a única que permite o desenvolvimento do país".

Entre outras medidas, o ADN defende o umento dos salários, o alargamento da licença de parentalidade para o mínimo de um ano, uma justiça tendencialmente gratuita, a exclusividade dos médicos do Serviço Nacional de Saúde e a transferência "de serviços para privados, nomeadamente a nível autárquico".

Posição face à pandemia

No que toca à situação pandémica, o líder do ADN critica a gestão feita até agora pelo Governo de António Costa, que considera ser "péssima" e defende que a "liberdade está em perigo", apontando que o discurso do Governo e dos partidos "não é a favor das pessoas, é a favor do medo".

Bruno Fialho manifestou-se contra a apresentação de certificados digitais para entrar nos espaços e considerou que a vacina contra a covid-19 "nem sequer é uma vacina".

"Quem quiser, tem todo o direito em proteger-se, tem todo o direito em utilizar todos os recursos que o Estado diz que existem, agora não pode é obrigar as outras pessoas a fazê-lo", afirmou.

O que muda

Em setembro, o Tribunal Constitucional aceitou as alterações referentes ao nome, estatutos, sigla e símbolo do antigo PDR.

Sobre o que mudou no partido além da imagem, o presidente afirmou que se tornou "mais intervencionista", mais "próximo dos cidadãos".

"É o que queremos fazer, queremos dar oportunidade às pessoas também de verem que o ADN pode ser uma boa plataforma para as pessoas que nunca estiveram na política abraçarem projetos de cidadania em que consigam alterar o rumo dos acontecimentos que vivemos", acrescentou.

O agora ex-PDR foi fundado em 5 de outubro de 2014 pelo antigo bastonário da Ordem dos Advogados Marinho e Pinto, que foi substituído na liderança do partido por Bruno Fialho, em 2020.

Nas últimas eleições legislativas, em 2019, o PDR conseguiu 11.761 votos (0,22%).


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