À esquerda ou à direita? Pedro Nuno Santos quer dialogar com todos

Sem clarificar com quem quer falar de forma mais aprofundada depois das eleições, Pedro Nuno Santos diz que o objetivo é encontrar uma "solução de estabilidade" e em diálogo com os grupos parlamentares que resultarem da ida às urnas a 18 de maio.

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Fotografia: João Alexandre

"Nós estamos na fase de dialogar com os portugueses e tentarmos ter o melhor resultado possível, que depois nos permita dialogar com os grupos parlamentares que estão representados no parlamento para encontrarmos uma situação de estabilidade política", sublinhou, no Entroncamento, o líder socialista, que, de visita às oficinas da CP, quis puxar pela experiência governativa na pasta dos Assuntos Parlamentares para se afirmar como um construtor de pontes.

Nesse sentido, o secretário-geral do PS insiste: “Eu já dei provas de que consigo fazer isso e farei isso depois do dia 18 de maio", acrescentou Pedro Nuno Santos, que repete que Luís Montenegro é o maior fator de "instabilidade política" em Portugal, sobretudo ao longo dos últimos dois meses e na sequência do caso da empresa Spinumviva.

Mas, em pleno ambiente ferroviário, o líder socialista quis também falar sobre o tema da ferrovia, desde logo para garantir que o assunto não ficou por terra após as funções de Ministro das Infraestruturas.

"Eu gosto da ferrovia. Acho que tem um papel central no desenvolvimento nacional, na mobilidade no nosso território e na ligação à Europa", disse o líder socialista, que considera que é no diálogo que está a receita para colocar um ponto final nas greves: "Nós no passado tivemos greves, obviamente, e todos os governos tiveram, mas nós conseguimos períodos de paz social duradouros e conseguimos mesmo acabar com as supressões, com cancelamentos de viagens de comboio".

Reportagem de João Alexandre
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