Sampaio da Nóvoa saúda Marcelo: "É o meu Presidente"

por Christopher Marques - RTP
Sampaio da Nóvoa ficou em segundo lugar nestas eleições presidenciais, tendo obtido 22 por cento dos votos. Tiago Petinga - Lusa

Sampaio da Nóvoa ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais deste domingo. O ex-reitor da Universidade de Lisboa obteve 22 por cento dos sufrágios, conseguindo quatro vezes mais votos do que Maria de Belém. Apesar do resultado, Nóvoa não conseguiu impedir que Marcelo fosse eleito à primeira volta. “A partir de hoje, é o meu Presidente”, deixou claro o candidato.

Venceu uma das batalhas, mas perdeu a guerra principal. Sampaio da Nóvoa obteve 22 por cento dos sufrágios e deixou Maria de Belém a léguas de distância. Apesar de tudo, não consegue cumprir aquele que era o seu principal objetivo. Aquele desígnio que as forças de esquerda acreditavam ser o que as unia: impedir a eleição de Marcelo à primeira volta.

Contados os votos, será novamente um ex-líder do PSD a tomar conta da Presidência da República. Sampaio da Nóvoa sabe-o e, logo no discurso de derrota, quis deixar tudo em pratos limpos. Marcelo Rebelo de Sousa não é, a partir de agora, apenas o Presidente eleito pelos portugueses. É também o seu Presidente.

“A partir de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa é o meu Presidente e de todos os portugueses”, promete o antigo reitor da Universidade de Lisboa. Nóvoa frisa que fez uma campanha “pela positiva, apelando à união contra fraturas e clivagens que nos separaram nos últimos anos”.

“Também agora, neste momento, quero contribuir para esta união em torno do novo Presidente da República. Sem hesitações, sem reticências, com uma profunda convicção democrática”, disse o candidato aos seus apoiantes e aos portugueses.

"Perde-se por um voto"
O ex-reitor sublinha que ficou perto de ir a uma segunda volta, mas rende-se às contas que os portugueses fizeram. “Em democracia, as eleições ganham-se e perdem-se por um voto”, relembra.

“Faltou pouco para passarmos à segunda volta. Esse pouco que faltou é da minha inteira responsabilidade e de mais ninguém”, assumiu o candidato. Uma frase que não convenceu os presentes, precisamente aqueles que Nóvoa tentava homenagear.

“Temos de estar orgulhosos do que fizemos, da marca de cidadania que deixamos. Sabemos que não temos dias fáceis pela frente”, alertou o ex-reitor. Seguiram-se as forças a Portugal, o país que Nóvoa diz ter tudo para ser “capaz e desenvolvido”

Agradecendo o apoio dos portugueses, Sampaio da Nóvoa despediu-se. Apontou ser necessário acabar com a austeridade e disse confiar que Marcelo será um Presidente isento.

Sai depois de ter vivido “um tempo extraordinário” e de ter merecido o voto de mais de um milhão de portugueses. Foram 22 por cento das intenções de voto. Suficiente para derrotar a concorrente socialista Maria de Belém. Insuficiente para que os portugueses voltassem a votar em fevereiro.
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