"Saiam do sofá". O pedido de Álvaro Beleza na campanha de Seguro

No grupo de nomes socialistas presentes na campanha, Álvaro Beleza, um dos que estiveram ao lado da candidatura desde a primeira hora, marcou presença em Évora para defender que os tempos estão "perigosos" e que o tempo é de agir - num apelo dirigido também aos socialistas.

João Alexandre /

Fotos: José Coelho/LUSA

"O PS acordou porque está em causa a democracia. Isto não é uma eleição qualquer, o mundo está perigoso", disse, em declarações à Antena 1, numa arruada em que se mostrou confiante de que, até final, serão cada vez mais os apoiantes da candidatura do ex-secretário-geral do PS: "Não sei o que é, mas que a maré está a encher e, portanto, estamos muito felizes".

No mesmo sentido, o médico e militante do PS defendeu que a esquerda não deve ter dúvidas sobre os méritos do candidato que conta com o apoio da direção socialista: "Acho que as pessoas percebem que temos de ter um presidente decente, que garanta a Constituição do 25 de abril".

Mas, é num cenário de incerteza sobre a segunda volta que Álvaro Beleza, em jeito de apelo, pede aos eleitores que olhem para o quadro completo. "As pessoas têm de se desinstalar do sofá e votar. Nós estamos num mundo perigoso, as autocracias, infelizmente, estão muito na moda, precisamos defender a República. Saiam do sofá".
Seguro "indignado" com saúde sente campanha a "crescer" nas ruas: "Aumenta a responsabilidade"
Em mais um dia de campanha marcado pelos temas da saúde, António José Seguro - que continua a garantir que resolver os problemas do setor é a "prioridade" do mandato que acredita conseguir em Belém - foi de Sintra até ao Alto Alentejo repetir que as soluções para os principais problemas para o país só se encontram com "consensos", "compromissos" e "diálogo".

Mas, nas palavras do candidato tem estado também a satisfação por contar com o que define como "movimento de esperança", ou seja, a entrada de cada vez mais apoiantes na campanha.

"Acho que têm sido testemunhas da simpatia, do entusiasmo, do apoio e, naturalmente, isso enche o meu coração, mas aumenta a minha responsabilidade como presidente da República", disse, em Évora, numa arruada em que contou com a presença de dezenas de apoiantes - entre os quais alguns deputados do PS.

Ao longo da ação de campanha, após uma manhã em que viajou de comboio e em que, em Sintra, teve o apoio dos socialistas João Soares, Marcos Perestrello e Vitalino Canas, o candidato foi novamente confrontado com um novo caso de uma morte de um idoso por atrasos no socorro de emergência.

Na resposta aos jornalistas, Seguro voltou a rejeitar pedir a demissão da ministra Ana Paula Martins e repetiu estar "indignado" com o atual estado da saúde no país, mesmo após os anúncios do primeiro-ministro no parlamento: “Isso já não salva nenhuma das mortes que aconteceram, pois não? Tem que haver planeamento, racionalidade. O nosso país não pode ter um Estado a abrir fendas nem pode ter um Estado com pés de barro”.

PUB