Política
Presidenciais 2026
Seguro promete primeira "presidência aberta" na região Centro e avisa que nada está ganho: "Isso é que o nosso adversário quer que as pessoas pensem"
Num comício esta quinta-feira à noite, penúltimo dia de campanha, António José Seguro volta a fazer uma promessa presidencial. Já se tinha comprometido em fazer regressar as chamadas "presidências abertas", de proximidade, mas anuncia que a primeira terá lugar na região Centro, particularmente afectada pela passagem da depressão Kristin.
Foto: José Coelho, Lusa
"Estarei o tempo que for necessário nas zonas e territórios que foram devastados por esta tempestade", revela. "A grande preocupação dessa presidência aberta é precisamente verificar que os apoios chegaram às famílias e às empresas", afirma o candidato socialista.
No Fórum Lisboa, que encheu para ouvir António José Seguro, foram escutados apelos à mobilização dos portugueses no próximo domingo. "Nada está ganho, isso é o que o nosso adversário quer que as pessoas pensem", diz, em referência a André Ventura, acrescentando que o que as pessoas querem "é ter um grande sonho e uma grande alegria" dia 8 de Fevereiro e "não acordar com um pesadelo".
No comício, que teve direito a actuações de Agir, Joana Alegre e Vicente Palma, estiveram presentes muitas caras socialistas, desde Duarte Cordeiro, Maria de Belém, Ana Mendes Godinho ou João Soares. Discursou também o mandatário distrital de Lisboa, da candidatura de Seguro, Guilherme d'Oliveira Martins, que também avisou que "a abstenção é o principal inimigo"nestas eleições. E ainda a actriz Beatriz Batarda, que se dirigiu directamente ao candidato, arrancando fortes aplausos da plateia: "Disse que não era candidato da Esquerda, mas o que se calhar ainda não sabia quando disse isso é que é o candidato da democracia".
"Ninguém pode ser prejudicado no direito a votar" e o "50% + 1" que seria "inaceitável"
Esta quinta-feira fica também marcada pelo apelo de André Ventura para um alegado adiamento das eleições presidenciais a nível nacional. Durante a tarde, António José Seguro não quis comentar o apelo, afirmando também que não recebeu qualquer contacto telefónico do adversário. O candidato socialista preferiu apenas dizer que "as autoridades competentes é que têm de se pronunciar" sobre o tema. "O que considero essencial é que as eleições se realizem e que os portugueses possam ter a possibilidade de votar", acrescentou, mostrando-se, contudo, favorável ao adiamento da eleição nos territórios mais afectados pelo mau tempo: "Ninguém pode ser prejudicado no direito de votar".
O penúltimo dia de campanha arrancou em Cascais, onde António José Seguro visitou uma agência que fomenta o empreendedorismo naquele concelho. À margem da visita, o candidato a Belém, que se tem mostrado preocupado com o aumento da abstenção nas eleições deste domingo, acredita que a legitimidade política do próximo presidente não estará em causa, mas reconhece: "[Ter 50% mais um voto] seria um risco inaceitável".