Política
Presidenciais 2026
Seguro recusa voto em Ventura em dia de apoio de Pedro Nuno Santos: "Não, não admito"
António José Seguro não alinha com João Cotrim de Figueiredo e, ao contrário do candidato apoiado pela IL, recusa colocar a hipótese de votar em André Ventura caso não passe à segunda volta das eleições presidenciais.
Fotos: José Coelho, Lusa
"Não, não admito. E vou ser muito claro: eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de ganhar estas eleições", disse o candidato apoiado pelo PS, em Vila Real, depois de uma sessão com apoiantes. Motivo de sobra para Seguro reiterar uma ideia que o tem acompanhado ao longo dos últimos dias de campanha: "Os extremismos e o radicalismo só vêm para semear ódio e pôr portugueses uns contra os outros".
Foi também nesse sentido que o candidato voltou a assegurar ser "exigente" se chegar às funções de chefe de Estado, onde quer ver representados os portugueses que recusam políticos que falam em demasia e não resolvem problemas.
"Sei bem que um presidente da República tem de ser exigente com resultados. É por isso que eu trabalharei muito mais do que falarei, porque estou mais interessado nas soluções e nos resultados do que nas palavras e em aparecer todos os dias nos telejornais", garantiu.
Além disso, disse António José Seguro, mais do que querer vencer, o próximo presidente tem de assegurar aos portugueses que tem um plano para quando chegar a Belém.
"É que a maior tarefa não é só ganhar as eleições, são os cinco anos que vêm a seguir. Porque, verdadeiramente, é nesses cinco anos que eu estou permanentemente a pensar", acrescentou o candidato, que continua a eleger a saúde ou a habitação como "desafios graves" que temos no nosso país.
Ainda em Vila Real, numa sessão com apoiantes no centro da cidade, Seguro voltou a pedir contenção e poucas euforias na análise das sondagens: "Quando entrei, ouvi várias vezes que isto está a ganho. Não está nada ganho. Não está".
O aviso foi repetido no dia em que, logo pela manhã, em Barcelos, o ex-secretário-geral do PS recebeu o apoio do também ex-líder do PS Pedro Nuno Santos - quem há mais de um ano lançou Seguro como um dos potenciais candidatos da área socialista.