Seguro teme ser prejudicado pela abstenção e relativiza neutralidade de Montenegro: "Não sinto falta do apoio de absolutamente ninguém"

Seguro teme ser prejudicado pela abstenção e relativiza neutralidade de Montenegro: "Não sinto falta do apoio de absolutamente ninguém"

No arranque da segunda volta das presidenciais, António José Seguro, vencedor destacado na primeira ronda, pede aos eleitores que não desmobilizem, mas admite que a abstenção é um dos receios quando os portugueses voltarem às urnas a 8 de fevereiro.

João Alexandre /

Foto: José Coelho/LUSA

"Obviamente que receio que isso possa acontecer, porque ainda ontem ouvi uma pessoa dizer que está ganho. Não, não está a ganho, as sondagens não ganham nada. Quem ganha são os portugueses que vão votar", disse António José Seguro, esta segunda-feira, em Lisboa, no final de um encontro com especialistas em transparência e combate à corrupção.

O apelo surge no dia em que Aníbal Cavaco Silva, antigo chefe de Estado e ex-líder do PSD, sinalizou o voto em António José Seguro. Mais um entre vários apoios à direita que têm deixado satisfeito o antigo secretário-geral socialista.

"Fico feliz por chegarem cada vez mais apoios. Esta candidatura já não é só minha, é do país, é dos portugueses e das pessoas de todos os campos políticos", reagiu o candidato, que reitera, no entanto, a independência com que acenou ao longo de toda a primeira volta: "A mim ninguém me captura, eu sou um homem livre e vivo sem amarras. Não fiz e não farei nenhum acordo com quem quer que seja".

Quanto à neutralidade por parte do primeiro-ministro, que reafirma que não apoia qualquer um dos candidatos que passaram à segunda volta, António José Seguro assinala que não precisa de uma declaração de apoio de Luís Montenegro ou de qualquer outra figura da política nacional.

"Não sinto falta do apoio de absolutamente ninguém. Eu estou a receber todos os dias muitos apoios e, no dia 18 de janeiro, recebi um milhão e 700 mil apoios. São estas sementes de esperança que fazem com que eu tenha mais energia e mais convicção de que nós vamos vencer estas eleições", vincou Seguro.

O candidato pede ainda mais votos para ter uma maior "legitimidade" caso seja eleito o próximo presidente da República: "Desse número de votos também se expressa muito a forma como eu saio com legitimidade eleitoral e política reforçada”.
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