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UGT chumba reforma da lei laboral. Acompanhe aqui as reações

Pacote laboral. Trabalhadores Social-Democratas querem "esgotar todas as vias possíveis"

Pacote laboral. Trabalhadores Social-Democratas querem "esgotar todas as vias possíveis"

João Alexandre - RTP Antena 1 /

Fotografias: Andreia Brito

Apesar dos longos meses de negociação da proposta de reforma laboral colocada em cima da mesa pelo Governo - e numa altura em que os representantes das empresas vão dando conta do "desgaste" resultante das negociações -, os Trabalhadores Social-Democratas (TSD) acreditam que a decisão do secretariado nacional da UGT pode não significar um fim de linha no diálogo entre os parceiros sociais.

"Tem de haver um pouco mais de paciência e temos de esgotar todas as vias possíveis. E, na minha perspetiva, poderão não estar ainda esgotadas", disse, na RTP Antena 1, o secretário-geral dos TSD, uma estrutura autónoma do PSD para o mundo laboral e o movimento sindical.

Segundo Pedro Roque, que lidera a estrutura afeta à UGT, o processo está a "arrastar-se um pouco mais do que o normal", mas o sindicalista sublinha que o cenário é agora diferente: "É uma circunstância de carácter político, que é o facto de o Governo não dispor de uma maioria absoluta e, portanto, de alguma capacidade de alavancagem negocial".

"Os pontos de aproximação são já bastante fortes e, portanto, eu creio que temos de dar mais uma oportunidade à negociação mesmo não sendo possível chegar hoje a um 'sim' da UGT relativamente a um acordo tripartido", insistiu o sindicalista, que sublinha: "É importante salvaguardar a unidade. Creio que aquilo que se passou na última reunião da UGT não foi uma rejeição pura e simples, foi rejeitar o documento no estado em que ele está e abrir a porta para a negociação".

No programa Entre Políticos, o social-democrata e ex-dirigente da UGT assinalou ainda que a central sindical tem várias tendências políticas e sindicais, e disse acreditar que PS e PSD sabem "respeitar" a independência das estruturas representantes dos trabalhadores. "Creio que há pontos de vista diferentes, até porque há diferentes sensibilidades", sinalizou.

Pedro Roque considera também que, no Governo, não há divergências sobre o pacote laboral nem sobre o modelo encontrado para alcançar um entendimento: "O Governo é uno, portanto, tanto o primeiro-ministro como a ministra do Trabalho representam o Governo. A ministra do Trabalho com as pastas específicas e com o dossiê da negociação, ainda que o primeiro-ministro tenha vindo a colaborar nesse esforço".

Em jeito de conclusão, o secretário-geral dos TSD mantém a confiança num entendimento independentemente da posição assumida pela UGT no dia em que reúne os órgãos dirigentes.

"Estou convicto de que, se porventura for esse o sinal, o Governo não deixará de atender a esse sinal, porque já se provou que o Governo tem feito tudo e quer continuar a fazer tudo para chegar a um acordo", disse.

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