Joana Amaral Dias: "falta fazer um longo caminho em Portugal nos direitos à maternidade"

Joana Amaral Dias, cabeça de lista da coligação Agir em Lisboa, que está grávida, considera que em Portugal falta fazer um longo caminho nos direitos à maternidade. Em entrevista ao Página 2, Joana Amaral Dias afirmou que "o primeiro-ministro não se está lixando para as eleições, mas está-se lixando para os portugueses". A coligação, que vai pela primeira vez a votos nas eleições de 4 de outubro, integra ainda o Partido Trabalhista Português (PTP) e Movimento Alternativa Socialista (MAS).

RTP /
"Ainda falta fazer um longo caminho em Portugal nos direitos à maternidade", afirmou a candidata a deputada que defende um “apoio à maternidade e paternidade mais profundo e alargado”.

Joana Amaral Dias revelou que no caso de ser eleita deputada vai gozar a licença de maternidade sendo substituída no Parlamento por Nuno Ramos de Almeida.

“O normal nas coligações é ser a pessoa que está a seguir na lista que pertence à mesma plataforma, no caso da coligação Agir, a pessoa que está a seguir a mim está no quinto lugar da lista”, explicou Joana Amaral Dias a João Fernando Ramos na Página 2.
“Quantos mais melhor!”A coligação Agir que colocou a placa a dizer “vendido” no Parlamento, “não se esgota nas eleições de 4 de outubro”.

“É um projeto político que lançou agora a sua primeira semente e espera agora recolher algum fruto a 4 de outubro, ao eleger pelo menos um deputado. Quantos mais melhor!”

A coligação Agir entende que “a Assembleia da República se transformou numa central de negócios, onde a promiscuidade entre o poder político e a banca, os grandes negócios, os grandes escritórios de advogados e os grandes grupos económicos é por demais e é insustentável, na nossa democracia”.

Segundo Joana Amaral Dias, ex-deputada do Bloco de Esquerda, a Agir engloba pessoas de várias tendências políticas, “temos muitas pessoas que veem da esquerda, mas também temos muitas pessoas que não veem da esquerda”.

“Somos uma aliança que tem o Movimento Socialista e o Partido Trabalhista Português”, esclareceu Joana Amaral Dias.
"Dívida deve ser auditada”
Joana Amaral Dias esclareceu que “a dívida é uma das medidas do Agir, a dívida deve ser publicamente auditada e temos de separar o trigo do joio. Se nós resgatamos seis bancos em seis anos, esse dinheiro que é muito não pode ser pago pelos contribuintes portugueses”.

“A dívida tem de ser auditada, a parte que é legítima e que de facto constitui aquilo que foi contraído pelo Estado português, para construir hospitais, escolas, etc. deve e tem de ser pago obviamente. Agora aquela que correspondeu às loucuras do capital português, que sempre quis viver com lucros privados e prejuízos políticos, nós temos de rejeitar com certeza”.

“Por que carga de água é que os portugueses estão a pagar a dívida que corresponde às loucuras do Ricardo Salgado, às loucuras de Oliveira e Costa e depois não há dinheiro para os nossos velhos que estão nos corredores dos hospitais, sete ou oito horas nas urgências e que muitos acabam por falecer”, frisou.

Para Joana Amaral Dias, “se houve dinheiro para os bancos, para as parcerias públicas ou privadas, que criaram excêntricos em Portugal, tem que haver dinheiro para salários, para devolver as reformas e pensões, tem que haver dinheiro para a saúde, para a escola pública. É por isso que o Agir está na luta”.

O convidado de terça-feira do programa Página 2 é Vítor Ramalho, líder do PNR.
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