Especiais
21h00 em Gaza (19h00 em Lisboa)
- O braço armado do movimento Hamas afirma que a libertação do segundo grupo de reféns israelitas, que estava prevista para as 16h00 deste sábado (14h00 em Lisboa), "foi atrasada devido ao incumprimento de Israel para com os termos do acordo" mediado pelo Catar. Segundo as Brigadas Ezzedin al-Qassam, citadas pela Reuters, foi decidido reter a entrega dos reféns "até que Israel se comprometa a permitir a entrada de camiões com ajuda no norte de Gaza";
- Em declarações ao canal de televisão libanês Al-Mayadeen, Osama Hamdan, dirigente do Hamas no Líbano, adianta que "há um esforço" de mediação em curso - que estará a ser protagonizado quer pelo Catar, quer pelo Egito - "para resolver as questões" que estão a impedir a troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos. De acordo com Hamdan, Israel teria violado os termos do acordo mediado pelo Catar ao alvejar civis palestinianos que, na sexta-feira, tentavam alcançar o norte da Faixa de Gaza. Os israelitas são também acusados de entravar a entrada de colunas de camiões com ajuda humanitária em Gaza. "Houve violações ontem e hoje estão a repetir-se", alegou Osama Hamdan;
- Uma outra fonte da cúpula do Hamas, citada pela BBC, afirmou, por outro lado, que Israel terá feito alterações significativas à lista de prisioneiros palestinianos a libertar, acrescentando que as Forças de Defesa do Estado hebraico. Terão também abatido dois palestinianos em Bei Hanoun, em Gaza;
- Fonte das autoridades israelitas negou, em declarações à emissora pública britânica, qualquer violação do acordo de cessar-fogo temporário;
- O exército israelita vai retomar os bombardeamentos sobre Gaza se o Hamas não libertar os reféns, tal como previsto no acordo mediado pelo Catar, até às 0h00 (22h00 em Lisboa), lê-se na edição online da Al Jazeera;
- Durante uma deslocação à Faixa de Gaza, este sábado, o ministro israelita da Defesa, Yoav Gallant, enfatizou que quaisquer negociações para a libertação de reféns do movimento radical palestiniano ocorrerão "quando as bombas estiverem a cair e as forças a combater". A pressão é a abordagem a privilegiar, defendeu o governante;
- Num comunicado em sentido contrário aos argumentos invocados pelo Hamas para retardar a libertação do segundo grupo de reféns israelitas, a Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano adianta ter feito chegar, nas últimas horas, 61 camiões com alimentos, água, medicamentos e outros materiais médicos ao norte da Faixa de Gaza. A estrutura fala mesmo da "maior coluna" da camiões com o seu emblema desde os primeiros dias do reacender do conflito israelo-palestiniano.