A Comissão Europeia considera que um conflito mais alargado e duradouro no Médio Oriente poderá "ter implicações mais profundas

A Comissão Europeia considera que um conflito mais alargado e duradouro no Médio Oriente poderá "ter implicações mais profundas

RTP /

A Comissão Europeia considera que um conflito mais alargado e duradouro no Médio Oriente poderá "ter implicações mais profundas e de longo prazo" na economia comunitária, mas destacou o "ponto de partida sólido".

"Caso a situação se prolongue - tanto com interrupções no Estreito de Ormuz como com ataques a infraestruturas energéticas na região do Golfo -, isso poderá naturalmente ter implicações mais profundas e de longo prazo", disse o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.

Em conferência de imprensa em Bruxelas após a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, o responsável apontou que "essas consequências económicas dependerão, em grande medida, da duração e da natureza do conflito", numa alusão aos já visíveis aumentos dos preços da energia (petróleo e gás natural) dados os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos contra o Irão e a resposta iraniana, que se alastrou a toda a região do Médio Oriente.

"Se conseguirmos evitar uma rápida escalada do conflito, também as repercussões económicas nos mercados de energia poderão ser limitadas", apontou Valdis Dombrovskis.

Para o comissário europeu da tutela, a resposta comunitária "terá de depender do cenário verificado e isso é algo que, nesta fase, ainda não se sabe".

Valdis Dombrovskis lembrou, porém, o "ponto de partida sólido" da economia europeia, que no ano passado "surpreendeu ligeiramente pela positiva e criou condições para um crescimento modesto contínuo este ano e no próximo".

"Ao mesmo tempo, a economia europeia continua a navegar num ambiente global altamente incerto e imprevisível. Os acontecimentos no Médio Oriente já tiveram um impacto significativo nos preços da energia, representando riscos para a economia da União Europeia em geral", adiantou.

O comissário europeu da Economia pediu, ainda assim, que "se mantenha a calma" e se "monitorize a situação" por ser "cedo para especular sobre implicações específicas de política económica".
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