André Ventura recusa "dar carta branca ao governo"

André Ventura recusa "dar carta branca ao governo"

RTP /

Carlos Daniel pergunta a André Ventura o que faria se o primeiro-ministro não acatasse as suas recomendações, "inicia um conflito institucional?"

"O conflito institucional começa quando morrem pessoas por falta de atendimento médico em Portugal", responde André Ventura, para quem um presidente "deve ser vigilante, ou não serve para nada".

"Se é para fazer nada, votem no António José Seguro", acrescenta.

"É legitimo que um presidente da República diga ao govero, isto está no caminho errado", afirma.

Invocando o exemplo de Jorge Sampaio, "um socialista, estou à vontade", que pediu a demissão de Armando Vara, Ventura sublinhou que Portugal tem a tradição de presidentes que "quando caem em si e assumem o seu papel, conseguem ser interventivos em defesa do povo".

"Eu quero ser um presidente que defende as pessoas não os governos, não as elites", sublinha.

"Estou convencido que, se soubermos dialogar institucionalmente, mas também fazer a pressão pública que é preciso fazer, em momentos que as coisas falham", então "a capacidade de diálogo do presidente é não só de fazer pontes, fazer diálogos e saber chegar a consensos em determinados momentos".

Isso "não significa dar uma carta em branco ao governo".

André Ventura afirma ainda que o governo de Luís Montenegro está interessado em que Seguro seja presidente "porque ele não vai fazer exigência nenhuma". "Não precisamos de rainhas de Inglaterra".
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