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António Guterres exige reposição de fornecimento de água e eletricidade a Gaza
O secretário-geral da ONU agradeceu ainda ao Egito o "contributo construtivo" para a passagem de auxílio à população da Faixa de Gaza, governada pelo Hamas e que desde sábado é alvo da retaliação militar israelita.
"Precisamos agora de acesso humanitário rápido e desimpedido. (...) Não há tempo a perder. Cada momento conta", frisou.
António Guterres apelou ainda à libertação imediata de todos os reféns israelitas detidos em Gaza, defendendo que os civis devem ser continuamente protegidos.
Numa breve declaração à imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque, Guterres disse estar a acompanhar de perto os "acontecimentos dramáticos" em Israel e em Gaza, sublinhando que "jamais" esquecerá as imagens do ciclo acelerado de "violência e horror" registado nos últimos dias.
"Estou em contacto contínuo com os líderes da região, com foco imediato em diversas prioridades. (...) Estou preocupado com a recente troca de tiros ao longo da Linha Azul [uma demarcação negociada pela ONU que separa Israel do Líbano] e com os recentes ataques relatados no sul do Líbano", disse.
"Apelo a todas as partes -- e àqueles que têm influência sobre essas partes -- para evitarem qualquer nova escalada e repercussões. Apelo à libertação imediata de todos os reféns israelitas detidos em Gaza. Os civis devem ser protegidos em todos os momentos. O direito humanitário internacional deve ser respeitado e defendido", instou.
O líder da ONU informou que cerca de 220 mil palestinianos estão agora abrigados em 92 instalações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) em Gaza, frisando que as "instalações da ONU e todos os hospitais, escolas e clínicas nunca devem ser visados" nos ataques.
Guterres disse hoje que o pessoal da ONU está a trabalhar sem parar para apoiar o povo de Gaza e lamentou que alguns desses trabalhadores "já tenham pago o preço final", numa referência à 11 mortes registadas entre o pessoal das Nações Unidas.
com Lusa