Aprovada resolução para a entrada de ajuda em Gaza

RTP /

  • O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que exige a entrada de ajuda humanitária em larga escala na Faixa de Gaza; 

  • O Conselho de Segurança exigiu também ao Hamas que liberte imediatamente os reféns israelitas na sua posse. Tanto os Estados Unidos como a Rússia se abstiveram. A resolução foi aprovada com 13 votos a favor e nenhum contra;

  • É um "passo na direção certa", diz o embaixador palestiniano na ONU. Contudo, em comunicado, o Hamas considerou que é "um passo insuficiente" para atender às necessidades humanitárias;

  • Já Portugal, em nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros publicada na rede social X, saudou a resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU, que "facilita a ajuda humanitária";

  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou por seu lado que o "cessar-fogo humanitário é a única maneira" de responder às necessidades da população em Gaza. O "verdadeiro problema" do envio de ajuda humanitária para Gaza, criticou, é a "forma como Israel conduz a ofensiva" neste enclave palestiniano; 

  • A UE aprovou entretanto um plano de 118 milhões de euros de ajuda à Autoridade Palestiniana;

  • No terreno, prossegue a ofensiva israelita e os combates centram-se agora mais a sul, em Khan Yunis e Rafah. O número de vitimas entre os civis aumenta todos os dias, assim como as dificuldades de sobreviver numa zona em guerra, havendo mesmo muita gente, garante a ONU, a passar fome;

  • O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza adianta que morreram 390 pessoas e outras 734 ficaram feridas nos últimos dois dias. Desde o início da guerra, a 7 de outubro, morreram mais de 20 mil pessoas, de acordo com o Hamas;

  • O grupo palestiniano reconheceu a morte de 121 dos seus membros em combates com Israel, o qual reivindica ter abatido vários dos comandantes em operações seletivas realizadas em Khan Younis;

  • Já Israel, fala em 784 soldados feridos desde o início da ofensiva terrestre. Um general israelita terá perecido em combate, a patente mais elevada entre os 139 militares israelitas mortos no enclave no mesmo período;

  • Soube-se ainda que morreu um israelita com dupla nacionalidade americana que se pensava estar refém em Gaza. Terá morrido no ataque a Israel a 7 de outubro;

  • Noutra frente da guerra, desta vez com a guerrilha xiita libanesa, o Líbano anunciou estar pronto para implementar uma resolução da ONU que distanciaria o Hezbollah da fronteira com Israel, na condição de Israel parar os ataques e se retirar das áreas reivindicadas por Beirute, disse o primeiro-ministro libanês; 

  • Por cá, numa ação de protesto, ativistas hastearam bandeira da Palestina na varanda da Câmara de Lisboa e pintaram a fachada do edifício.
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